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OMC derruba nova taxa européia para banana latino-americana | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Organização Mundial do Comércio (OMC) acatou tese de países latino-americanos – inclusive do Brasil – e declarou ilegal, nesta segunda-feira, uma nova tarifa da União Européia (UE) sobre a importação de bananas. Brasil, Colômbia, Venezuela e outras seis nações do continente alegaram que a tarifa do bloco europeu teria "efeitos devastadores" sobre suas economias e exportações. Por um sistema que deveria ser lançado pela União Européia em janeiro de 2006, as importações do produto incorreriam em uma taxa de US$ 280 por tonelada. No momento, as exportações latino-americanas para a União Européia são limitadas, mas o imposto por tonelada nunca passa dos US$ 90. Segundo a agência de notícias Reuters, a UE tem dez dias para abrir uma nova rodada de conversações com os produtores latino-americanos sobre uma tarifa. Preferencial Os países de Caribe, África e Pacífico – conhecidos como grupo ACP, que têm um acordo preferencial com a UE, querem que a tarifa seja ainda mais alta. Nos anos 90, a chamada "guerra das bananas" acabou depois que os Estados Unidos e o Equador – o maior exportador de bananas do mundo – venceram uma disputa contra a UE na OMC sobre o sistema de cotas e tarifas que discriminava os produtores latino-americanos. Como resultado, a UE se comprometeu a adotar apenas um sistema de tarifas, mas não houve acordo sobre o valor das mesmas, que entram em vigor no ano que vem. |
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