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OMC deve perder novo prazo para acordo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades que negociam um novo acordo mundial de comércio não devem conseguir chegar a um entendimento dentro do prazo previsto. Apesar de esforços para cumprir as metas numa reunião em Genebra (Suíça), ministros e diplomatas na Organização Mundial do Comércio (OMC) dizem não acreditar que um acordo preliminar seja alcançado até 31 de julho. A conclusão da chamada Rodada Doha sobre comércio internacional já está atrasada em cerca de dois anos. A OMC tenta obter resultados finais num importante encontro da entidade em dezembro. Mas, para obter sucesso, precisa acertar anteriormente os detalhes sobre reduções tarifárias e quedas de barreiras comerciais a ser firmados na reunião do final do ano em Hong Kong. Pressões Os países em desenvolvimento dizem que as nações mais ricas continuam a pressioná-los demais por concessões. A Índia tem sido um dos maiores críticos do processo. "O que estamos vendo agora são os países desenvolvidos dizendo: diga-nos o que ganharemos que diremos o que lhes daremos", afirmou o ministro do Comércio indiano, Kamal Nath. Os Estados Unidos, a União Européia e o Japão são acusados de se negar a abrir seus mercados no setor agrícola ou reduzir os subsídios destinados a seus agricultores. Os países ricos rebatem as críticas e argumentam que têm de conquistar maior acesso aos mercados de grandes países em desenvolvimento, como Índia, China e Brasil. O diretor-geral da OMC, Supachai Panitchpakdi, que em setembro será substituído pelo francês Pascal Lamy, disse que toda a rodada de negociações comerciais pode ser disperdiçada caso não haja um rápido entendimento entre os governos negociadores. |
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