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Atualizado às: 29 de dezembro, 2004 - 05h05 GMT (03h05 Brasília)
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Prejuízos na Ásia passam de 10 bi de euros, diz economista
Aceh, na Indonésia
Muitos sobreviventes não têm cobertura de seguro
Os prejuízos deixados pelo maremoto que atingiu o sudeste da Ásia no domingo devem exceder 10 bilhões de euros, de acordo com os cálculos do economista alemão Gerhard Berz, especializado em estimar os custos de catástrofes naturais.

"Nós ainda não temos cifras confiáveis, mas a minha impressão pessoal é que os prejuízos materiais montarão a dois dígitos de bilhões de euros", afirmou o especialista, em entrevista ao canal de TV alemão Deutsche Welle.

Berz trabalha na seguradora alemã Munich Re, conhecida pelo seu respeitado relatório anual sobre o impacto econômico causado por tragédias naturais.

De acordo com a empresa, 2004 já era considerado o ano recorde de indenizações por tragédias naturais para a indústria, cerca de US$ 400 bilhões, mesmo sem o maremoto na Ásia.

O vice-secretário-geral das Nações Unidas, Jan Egeland, havia dito anteriormente que os prejuízos nos dez países atingidos pelo terremoto de 9.0 na escala Richter somaria "vários bilhões de dólares".

Recuperação

Na Tailândia, o custo da destruição é estimado pelo governo em US$ 510 milhões de dólares, embora economistas independentes prevejam um número ainda maior.

"Em três meses, nós devemos reconstruir 70% dos danos nas três províncias mais atingidas", disse o diretor da Autoridade de Turismo do país, Juthamas Siriwan.

No Sri Lanka, a perspectiva é menos otimista, com alguns economistas prevendo uma recuperação mais lenta e uma queda de até um ponto percentual no crescimento anual em decorrência do maremoto.

"Muitas economias, ou setores das economias, dos países afetados estão quase destruídas e será necessário haver uma boa dose de reconstrução de uma boa dose de investimento", afirmou o ministro das Relações Exteriores da Austrália, Alexander Downer, segundo a agência de notícias Reuters.

Há temores sobre o impacto que a tragédia poderá ter para o fluxo de turistas para o sudeste asiático, parte importante da economia de muitos dos países atingidos – segundo o Conselho Mundial de Viagem e Turismo, o setor emprega 19 milhões de pessoas na região.

Mais de US$ 60 milhões já foram oferecidos por governos e organizações estrangeiras em ajuda à região, com os Estados Unidos dobrando a oferta inicial para US$ 35 milhões.

No entanto, um alto funcionário do Banco Mundial disse à agência Reuters que talvez seja possível redirecionar fundos já disponíveis na instituição. Dessa forma, não precisariam ser feitas novas doações, a não ser nas áreas mais afetadas como a Indonésia e o Sri Lanka.

De acordo com as estimativas mais recentes, o número de mortos na Indonésia está em 32.502 e no Sri Lanka já chega a 22 mil.

Seguros

Em algumas áreas, vilas inteiras foram destruídas e muitas pessoas perderam tudo o que tinham, mas as grandes seguradoras estão pouco preocupadas com pedidos de indenizações, já que a cobertura de seguros naquela região é considerada baixa.

"Relativamente poucos seguros são vendidos nos países afetados, o que significa que as perdas indenizadas devem ser modestas se comparadas com a escala do desastre", diz um relatório do Instituto de Informação sobre Seguros, organização com base em Nova York, segundo a agência France Presse.

Ainda de acordo com a France Presse, as apólices de seguro somaram US$ 0,70 por pessoa em Bangladesh e US$ 4 por pessoa na Índia em 2003. No mesmo ano, um cidadão americano gastou em média US$ 1.890 com seguros.

Os maiores pedidos, portanto, deverão partir de hotéis e outros empreendimentos turísticos baseados na região.

Em imagens
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Fortes imagens na região mais atingida pelo maremoto.
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