|
Dólar cai frente ao euro, apesar de discurso de Snow | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O dólar caiu novamente em relação ao euro, apesar de o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Snow, ter reafirmado seu compromisso com uma moeda forte. Snow disse nesta quarta-feira, no Royal Institute of International Affairs, em Londres, que a política americana "é por um dólar forte". Mesmo assim, o dólar caiu nos mercados internacionais, chegando à cotação de US$ 1,303 por 1 euro. Autoridades monetárias européias classificaram a queda do dólar como "brutal" e responsabilizaram a valorização do euro pela desaceleração do crescimento. 'Responsabilidade' "A pergunta foi por que eu apóio a política de um dólar forte. A resposta é porque essa é a nossa política", disse Snow. "Nossa política em relação ao dólar permanece inalterada, porque um dólar forte é do interesse nacional e internacional." Ele prometeu conter o enorme déficit orçamentário dos Estados Unidos, mas disse que o tamanho do déficit em conta corrente (nas contas externas dos EUA) no momento é uma evidência da "força econômica". Embora tenha admitido que os déficits nos Estados Unidos estavam afetando o crescimento em outras regiões do mundo, ele disse que é necessária "responsabilidade compartilhada" entre os países para resolver o problema. Ele elogiou a China, dizendo que o país se moveu na direção da disciplina de mercado para o câmbio. Segundo ele, a decisão da China de elevar duas taxas de juros importantes no mês passado pela primeira vez em nove anos "representa passos significativos, que são consistentes com a iniciativa da China na direção de uma taxa de câmbio flexível e baseada no mercado". Analistas apontam para o fato de que, apesar dos comentários positivos sobre o dólar, o governo do presidente americano, George W. Bush, fez muito pouco para interromper a queda da moeda. Alguns especialistas dizem que, secretamente, os Estados Unidos estão felizes com a depreciação do dólar, pois ajuda a tornar as exportações para a Europa mais baratas e, com isso, reforçando a economia. Eles também dizem que é improvável que o dólar vá se valorizar de forma significativa até que melhore o desempenho da economia americana. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||