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Atualizado às: 08 de novembro, 2004 - 15h16 GMT (12h16 Brasília)
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BCE diz que queda do dólar é 'brutal e não é bem-vinda'
Dólar
Para analistas, moeda americana deve registrar mais baixas
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean Claude Trichet, manifestou sua preocupação com a queda do dólar e a valorização do euro, que chegou a ser cotado a US$ 1,2987 nesta segunda-feira, a maior cotação já registrada.

"Esses movimentos recentes, que tendem a ser brutais no mercado de câmbio entre euro e dólar, não são bem-vindos do ponto de vista do BCE", disse Trichet, depois de uma reunião de banqueiros centrais no Banco Internacional de Compensações (BIS), na Basiléia (Suíça).

Os comentários duros de Trichet foram feitos depois que suas observações menos agressivas na semana passada não conseguiram segurar a queda do dólar em relação ao euro.

A queda reflete as especulações do mercado de que os gastos públicos americanos continuarão a ultrapassar as receitas do governo no segundo mandato de George W. Bush. Segundo economistas, nem mesmo boas notícias sobre a economia americana, como o aumento da criação de empregos no país, conseguiram segurar essa tendência.

Petróleo

"Para o euro passar a valer mais de US$ 1,30 é só uma questão de tempo", diz Naomi Fink, estrategista de circulação de moeda do BNP Paribas.

Segundo Ian Gunner, chefe da área de pesquisa de câmbio da Mellon Financial, a queda do dólar ainda está em seu início, e os investidores só começariam a vender suas posições e realizar lucro quando a cotação do euro estiver na faixa dos US$ 1,34 por euro.

Os recentes aumentos do petróleo vêm também aumentando as dúvidas sobre o crescimento da economia dos Estados Unidos.

Exportação

O dólar também sofreu baixa nesta segunda-feira em relação ao iene, a moeda japonesa, e foi negociado a 105,33 ienes.

A moeda americana tem apresentado uma série de baixas recordes no último ano, principalmente devido ao aumento do déficit do governo americano, que está em US$ 427 bilhões.

O enfraquecimento do dólar deve fazer com que as exportações de produtos da Europa e da Ásia fiquem mais caras, e menos competitivas, nos Estados Unidos.

Analistas dizem que essa situação poderia prejudicar a economia européia, que depende das exportações para grande parte de seu crescimento.

"A principal fonte de crescimento é a demanda externa", diz Joanne Collins, economista do Daiwa SMBC.

O euro se valorizou em 57%, se comparado com a sua cotação mais baixa, de US$ 0,82, em outubro de 2000.

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