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Sindicatos da Nigéria convocam segunda greve-geral | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O principal sindicato da Nigéria afirmou que vai realizar a segunda greve-geral em protesto contra o aumento no preço dos combustíveis e alertou que o movimento pode ter como alvo, especificamente, a produção de petróleo. O Congresso Trabalhista Nigeriano (NLC, na sigla em inglês) confirmou que a greve começará no dia 16 de novembro. Líderes sindicais acusaram a empresa de petróleo anglo-holandesa Shell de ser "inimiga do povo nigeriano", e convocou uma ação contra a companhia. A Shell responde por cerca de metade das exportações diárias nigerianas, de 2,5 milhões de barris. Petróleo Adams Oshiomhole, líder do NLC, disse à BBC que, desta vez, a greve seria total e por tempo indefinido, e afetaria tanto a produção quanto a exportação de petróleo cru. Ele acusou a Shell de tomar ações legais para evitar que trabalhadores dos escritórios da empresa se juntassem à greve dos operários. Diretores da Shell não foram encontrados para fazer comentários. O sindicato também rejeitou medidas adotadas pelo governo para ajudar a suavizar o impacto dos altos custos do combustível. Qualquer interrupção nas exportações da Nigéria vai inflacionar os já altos preços dos mercados mundiais. A última greve-geral convocada pelo NLC, de 11 a 14 de outubro, fechou bancos, empresas, lojas e serviços públicos, mas não afetou a exportação de petróleo. Mas como a Nigéria é o sétimo maior produtor de petróleo do mundo, e o quinto maior fornecedor dos Estados Unidos, possíveis greves são motivo de preocupação no setor. Os preços do petróleo subiram até 60% desde o começo do ano. A demanda cresceu, principalmente, por causa do boom econômico na China e do contínuo alto consumo nos Estados Unidos, mas a oferta foi prejudicada por causa da guerra no Iraque. |
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