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Atualizado às: 07 de setembro, 2004 - 10h13 GMT (07h13 Brasília)
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Prejuízo com Frances 'é menor que o esperado'
Ponte desaba após a passagem do furacão Frances
Os prejuízos na Flórida em agosto devem chegar a bilhões de dólares
O furacão Frances deve ter causado entre US$ 3 bilhões e US$ 6 bilhões (de R$ 11 bilhões a R$ 21 bilhões) em prejuízo para as seguradoras, segundo previsões do Risk Management Solutions, especialista no setor.

O Frances atingiu a costa da Flórida.

A estimativa atual é menor do que se previu anteriormente, quando se calculou que as perdas variariam entre US$ 2 bilhões e US$ 10 bilhões (de R$ 7 bilhões a R$ 35 bilhões).

"Estamos aliviados. Não foi a 'tempestade do século', como se previu", diz Loretta Worters, porta-voz do Insurance Information Institute, um órgão de análises do mercado de seguros.

A destruição aconteceu três semanas após a passagem de outro furacão, o Charlie, que matou 26 pessoas.

Companhias aéreas

Muitas das perdas ocorreram por causa de enchentes, e quem paga as compensações por este tipo de problema é o governo.

Mesmo assim, o Frances matou quatro pessoas e fez com que quase 3 milhões tivessem que deixar suas casas.

O governo diz que quase 6 milhões de pessoas estão sem eletricidade. E existe a possibilidade que o Frances retorne.

Antes de sua chegada, cerca de 2,8 milhões de pessoas deixaram suas casas e buscaram refúgio longe da costa. Outras 70 mil pessoas, entre residentes e turistas, permaneceram em abrigos do governo.

Algumas áreas do Estado ainda estão se recuperando do estrago causado pelo furacão Charlie, que causou prejuízos de US$ 7 bilhões (R$ 25 bilhões).

Temores de que a tempestade pudesse prejudicar a indústria cítrica na Flórida fez com que o preço do produto disparasse no mercado, atingindo a maior alta em 9 meses.

A possibilidade do Frances chegar no Estado do Alabama gerou uma alta também no preço do algodão.

A indústria de vôos domésticos também foi prejudicada. Vários americanos cancelaram seus planos para o fim de semana prolongado.

Responsabilidade

Antes da chegada do Charlie, a rede de lojas de departamentos Wal-Mart fechou 75 de suas lojas e culpou o furacão por uma queda nas vendas durante o mês de agosto.

Para comerciantes e companhias aéreas, o furacão não poderia ter acontecido em época pior, coincidindo com o feriado do dia do trabalho nos Estados Unidos.

A data é normalmente sinônimo de grande movimentação no comércio.

Alguns comerciantes, entretanto, lucraram com o furacão, como lojas de alimentos e de materiais de construção.

Muitos dos residentes na Flórida se prepararam para a chegada do furacão reforçando as instalações de suas casas e estocando água e comida.

O pior desastre natural dos últimos anos, o furacão Andrew, causou prejuízos de US$ 20 bilhões (R$ 70 bilhões), em 1992.

Analistas dizem que, desde então, as seguradoras estão menos vulneráveis a prejuízos causados por furacões, com o governo da Florida assumindo uma responsabilidade maior.

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