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Frances força 2,5 milhões a deixar casas na Flórida | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades da Flórida determinaram que mais de 2,5 milhões de pessoas que moram no litoral deixassem suas casas nesta quinta-feira devido à aproximação do furacão Frances. De acordo com emissoras de TV locais, trata-se da maior ordem de retirada de pessoas já determinada no estado americano. Nas últimas horas, o Frances perdeu um pouco de sua força, sendo rebaixado para a categoria três na escala de força que vai até cinco. Ainda assim, continua tendo ventos que chegam a superar os 205 km/h. De acordo com as projeções de meteorologistas, os primeiros efeitos do furacão devem começar a ser sentidos na Flórida nesta sexta-feira à tarde ou à noite. Ponto de impacto O Centro Nacional de Furacões, com sede em Miami, emitiu um alerta para a maior parte da costa leste da Flórida, incluindo as populosas cidades de Miami, Fort Lauderdale e West Palm Beach. O alerta adverte que são esperadas condições meteorológicas compatíveis com as de um furacão dentro de 24 horas. Um boletim divulgado pelo centro às 23h, hora local (0h de sexta-feira, hora de Brasília), diz que o Frances está a cerca de 530 km a leste/sudeste da Flórida, seguindo a uma velocidade de cerca de 17 km/h rumo ao estado americano. Além de ter perdido um pouco de sua força durante a quinta-feira, o furacão também está avançando mais devagar. O boletim diz que devem continuar ocorrendo “flutuações de intensidade” do Frances nas próximas horas, e ele poderia voltar a ganhar força. Os meteorologistas ainda não sabem ao certo em que ponto do litoral o furacão vai fazer sua entrada no continente, mas projeções indicam que isso deve ocorrer na região de Palm Beach (cidade ao norte de Miami) ou mais para o norte. O Frances será o segundo furacão a atingir a Flórida em menos de um mês, depois do Charley, que causou grandes prejuízos na costa oeste e no centro-oeste do estado em meados de agosto. Pelo menos 19 pessoas morreram e 2 mil foram forçadas a buscar abrigos durante a passagem do Charley pela região. Miami Em entrevista a uma TV local, Ed Rappaport, vice-diretor do Centro Nacional de Furacões, disse que o furacão Frances é tão forte quanto o Charley, mas tem o dobro de tamanho. Durante sua passagem pelas Ilhas Turks e Caicos (um território britânico no noroeste do caribe) nesta quinta-feira, o Frances arrancou árvores e telhados, mas não houve registro de vítimas. Nas Bahamas, que estão sofrendo neste momento o pior da tormenta, milhares de pessoas buscaram refúgio em abrigos. Em Miami e em Miami Beach, as pessoas passaram a quinta-feira fazendo suas malas e viajando para abrigos e casas de amigos e parentes em regiões mais seguras. O governo local colocou em operação um esquema especial de transportes de emergência, com ônibus transportando as pessoas para abrigos. As aulas das escolas foram suspensas em toda a região e também em condados vizinhos e boa parte do comércio fechou as portas. Em muitos supermercados, a quantidade de pessoas buscando comprar suprimentos como água e alimentos não-perecíveis aumentou tanto que se formaram filas e alguns artigos começaram a faltar. Muitos moradores, especialmente das áreas costeiras, também passaram boa parte da quinta-feira instalando telhas de zinco e placas de madeira do lado de fora de suas janelas e portas para minimizar os possíveis prejuízos. De acordo com a embaixada brasileira em Washington, cerca de 200 mil brasileiros, entre imigrantes legais e ilegais, moram na região de Miami. |
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