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Atualizado às: 20 de agosto, 2004 - 15h44 GMT (12h44 Brasília)
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Preços do petróleo voltam a bater recorde
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Recorde foi batido em 15 dos últimos 16 pregões
O preço do petróleo alcançou novos recordes nesta sexta-feira e ultrapassou a marca dos US$ 49 o barril nos Estados Unidos.

A nova alta está sendo creditada à escalada da violência no Iraque e à perspectiva de aumento da demanda na China e na Índia, que continuam a apresentar altas taxas de crescimento.

O barril do petróleo leve chegou a ser negociado por US$ 49,33 para entrega em setembro. Uma alta de 33% com relação ao preço do fim de junho.

Nos últimos 16 dias de pregão, somente uma vez não foi quebrado o recorde de preços.

Londres

O petróleo do tipo Brent, em Londres, também alcançou um novo recorde e chegou a ser negociado por US$ 45,15 - uma alta de 92 centavos.

Os novos recordes vieram na esteira dos bombardeios americanos a Najaf, onde pelo menos 77 pessoas morreram nas últimas 24 horas.

O clérigo rebelde Moqtada Al-Sadr entregou o controle do santuário do imã Ali, mas continua se negando a cumprir a exigência do governo interino iraquiano de desarmar sua milícia.

Traders de petróleo citam a intenção dos insurgentes ligados ao clérigo radical xiita de atingir alvos ligados à produção ou ao transporte de petróleo iraquiano.

O reinício dos conflitos aumentou o receio de que mais ataques à infraestrutura petrolífera iraquiana venham a acontecer.

Insurgentes atearam fogo na sede da empresa estatal South Oil Co. que administra os poços de petróleo no sul do país, próximos ao porto de Basra.

"Como é que podemos esperar que a produção iraquiana volte ao normal quando eles não conseguem nem proteger um prédio pequeno?", indaga Deborah White, economista-chefe da S.G. Commodities.

Sabotagem

O maior gasoduto de Basra foi fechado desde que sofreu uma tentativa de sabotagem no dia 9 de agosto, reduzindo as exportações para um milhão de barris ao dia, a metade dos níveis anteriores.

O aumento da demanda por petróleo não deixou espaço entre outros países exportadores de petróleo para lidar com a redução da exportação iraquiana. E mesmo a alta dos preços não parece estar reduzindo a procura alimentada pelo crescimento econômico global.

O diretor-gerente do FMI, Rodrigo Rato, disse nesta sexta-feira que espera que o crescimento mundial neste ano seja de 4,6%.

O crescimento do consumo de petróleo neste ano é o maior dos últimos 24 anos e está próximo dos 3%.

A demanda na China não mostra sinais de diminuir, apesar da tentativa do governo de reduzir o ritmo de crescimento do país.

As importações chinesas aumentaram 41% entre julho de 2003 e julho de 2004, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira.

A maior refinaria estatal indiana, Indian Oil Corp. Ltd., afirma esperar que a importação de petróleo cru aumente 11% entre 2004 e 2005, com a demanda aumentando 4%.

O ministro do Petróleo da Índia disse esperar que a conta de petróleo do país aumente 50% e chegue a US$ 27 bilhões ao fim do ano fiscal.

O presidente da OPEP, Purnomo Yusgiantoro, se disse preocupado com as altas contínuas, mas afirma que ainda não tinha visto um aumento de inflação causado pela elevação do preço dos combustíveis entre os países com as maiores economias.

A OPEP promete aumentar a produção de julho a um nível que permita o aumento dos estoques mundiais no último quadrimestre do ano, mas a promessa de aumento da produção não teve impacto nos preços.

O cartel de países exportadores de petróleo está em seu maior nível de produção desde 1979. Um relatório da organização divulgado nesta semana estima que a produção poderia aumentar para 30,5 milhões de barris ao dia em agosto, comparado com os 29,57 milhões em julho.

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