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Acordo na OMC está próximo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os países da Organização Mundial do Comércio (OMC) estão próximos a fechar um acordo que vai permitir a retomada da Rodada de Doha de negociações comerciais. Depois de uma noite inteira de negociações, países importantes teriam praticamente fechado um acordo que inclui a eliminação de subsídios na agricultura. O novo texto do acordo agrícola ganhou apoio do Brasil e da União Européia. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que se os outros países aceitarem, o Brasil também aceita. O comissário de Agricultura da União Européia, Franz Fischler, disse que a UE está pronta para assinar o acordo. "A agricultura não é mais um empecilho. A sensação é que está fechado, embora ainda haja algumas questões em aberto", disse à agência Reuters Gregor Kreuzhuber, porta-voz do comissário Franz Fischler. Prazos As reuniões continuam para discutir outros temas, incluindo acesso a mercado para produtos industriais. Estão negociando representantes dos 147 países que integram a OMC, mas Estados Unidos, Brasil, União Européia, Índia e Austrália têm liderado essa etapa de reuniões em Genebra, que começou na terça-feira. As negociações, que deveriam ter sido concluídas na noite de sexta-feira, têm como objetivo criar os parâmetros para a fixação de novas regras do comércio mundial, que estão sendo negociadas dentro desta rodada, lançada em novembro de 2001, em Doha, no Qatar. O maior obstáculo tem sido a agricultura, pois os países em desenvolvimento querem o fim de subsídios e os países ricos resistem. Se os países efetivamente conseguirem fechar um acordo em Genebra, a Rodada de Doha poderia estar concluída no ano que vem, segundo especialistas. Segundo estudos do Banco Mundial, um bom acordo na OMC poderia injetar US$ 520 bilhões na economia mundial em 2015. |
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