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Camarão pode levar Brasil à OMC contra os EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo brasileiro está estudando qual é a melhor forma de contestar na Organização Mundial do Comércio (OMC) a decisão dos Estados Unidos de taxar o camarão importado do Brasil. A informação foi dada por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira a imposição de tarifas alfandegárias de até 67,8% sobre todo o camarão importado do Brasil. O Departamento de Comércio americano também anunciou tarifas contra Equador, Índia e Tailândia, mas as tarifas contra o Brasil são bem mais altas do que as impostas contra os outros países. Viveiros A indústria americana do camarão acusa o Brasil e os outros três países de venderem o produto a um preço "abaixo de seu valor". O Equador terá tarifas de 6,08% a 9,35%, a Índia, de 3,56% a 27,49%, e a Tailândia, de 5,56% a 10,25%. As novas barreiras contra o camarão proveniente dos quatro países vêm se somar a outras já impostas contra China e Vietnã. Os produtores americanos capturam no oceano cerca de 10% do camarão consumido nos Estados Unidos, enquanto exportadores suprem os outros 90% com crustáceos produzidos em viveiros. Do total importado pelos americanos, 74% é cultivado no Brasil, China, Equador, Índia, Tailândia e Vietnã. Produtores brasileiros temem que a taxação do camarão no mercado americano prejudique a performance do setor no Brasil, que vem registrando crescimento médio anual de 50% nas vendas externas. Em 2003, das 62 mil toneladas exportadas, 27 mil tiveram como destino os Estados Unidos. Os produtores de camarão dos Estados Unidos dizem que seus concorrentes nos seis países acusados vêm recebendo subsídios governamentais na produção do crustáceo. |
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