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Justiça dos EUA investiga Halliburton no Irã | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A gigante petrolífera Halliburton, que foi acusada de sobrevalorizar contratos no Iraque, está sendo investigada por negócios que fez no Irã. Um tribunal americano solicitou documentos relacionados a contratos firmados no Irã – que são sujeitos a sanções do governo dos Estados Unidos – por uma subsidiária da empresa baseada nas Ilhas Caiman. A Halliburton, que costumava ser chefiada pelo vice-presidente americano, Dick Cheney, disse estar confiante de que os contratos eram legais. Outra unidade da empresa, a KBR, está sendo investigada por negociações no Iraque, e outras investigações estão sendo feitas a respeito de negócios do grupo na Nigéria. Espírito A investigação sobre os negócios no Irã está agora a cargo do Departamento de Justiça, depois de ter sido iniciada em 2001 por uma agência do Tesouro americano responsável pela implementação das sanções. As operações da Halliburton no Irã constituem apenas 0,5% de seu faturamento global, que chegou a US$ 16,3 bilhões (R$ 48,8 bilhões) no ano passado. Os multibilionários contratos iraquianos que estão sendo investigados representam muito mais dinheiro. A Halliburton está tentando argumentar que sua subsidiária das Ilhas Caiman, que se chama Halliburton Products and Services Ltd, estava operando de acordo com as leis e normas cabíveis. Mas a investigação está se desenvolvendo em um momento em que o uso de paraísos fiscais no exterior ameaça se tornar um tema da campanha eleitoral americana. Políticos de todos os partidos têm criticado empresas que obtêm contratos do governo apesar de se estabelecerem em outros países para escapar de impostos cobrados nos Estados Unidos. Escândalos contábeis como os que envolveram a Enron, a Worldcom e a Parmalat se desenrolaram em torno de subsidiárias estabelecidas em paraísos fiscais a fim de ocultar perdas sofridas pelas empresas. Os críticos da Halliburton afirmam que a empresa abusou do espírito das sanções que proíbem empresas americanas de trabalhar com o Irã, ainda que a lei em si não tenha sido desrespeitada. |
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