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Barreira argentina é resultado do crescimento, diz Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira em Puerto Iguazú (Argentina) que a adoção de barreiras pela Argentina a produtos brasileiros “não é um problema, é o resultado do crescimento dos dois países”. “Deus queira que outros problemas aconteçam por conta do nosso crescimento econômico, por conta do aumento das exportações, por conta do crescimento da produção industrial dos nossos países”, afirmou o presidente. A declaração foi feita durante a 26ª Cúpula do Mercosul, reunião concluída nesta quinta-feira e que foi ofuscada pela disputa comercial entre os dois principais sócios do bloco. A polêmica se deve à decisão do governo argentino de cancelar licenças automáticas para a importação de eletrodomésticos feitos no Brasil e impor uma tarifa de 21% sobre televisores produzidos na Zona Franca de Manaus. Mas Lula disse que o Mercosul está na verdade passando por um bom momento. “O Mercosul nunca esteve tão bem como está agora”, disse o presidente. Viés positivo “Estamos vivendo um momento auspicioso pelo crescimento do Mercosul, pela recuperação das economias dos países que compõem o Mercosul e pela compreensão de que cada vez mais países, não apenas da América do Sul e da América Latina, países de outros continentes, querem se associar ao Mercosul.” O presidente colocou um viés positivo na controvérsia envolvendo as barreiras aos eletrodomésticos. “O que acontece entre Brasil e Argentina não é um problema, é o resultado do crescimento da economia dos dois países, da relação comercial entre os dois países.” Lula disse ainda que o governo está tomando “todas as iniciativas para que, no menor tempo possível, possamos resolver isso”. “O que é importante é que Argentina e Brasil têm consciência de que a indústria brasileira precisa crescer, e a Argentina precisa crescer”, disse Lula. “Que o comércio precisa crescer nas duas mãos para que os dois países possam tirar proveito desse crescimento econômico.” |
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