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Argentina diz que quer 'nivelar diferenças' no Mercosul | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Rafael Bielsa, disse nesta quarta-feira em Puerto Iguazú que "é preciso nivelar as diferenças" entre os países do Mercosul. "A idéia que permanece no Mercosul é que se tem que nivelar os territórios", disse Bielsa. "Em todas essas reuniões, o que se persegue são situações de igualdade." A declaração foi feita durante reunião de cúpula do Mercosul em Puerto Iguazú e na seqüência de confusas informações a respeito da decisão do governo argentino de impor barreiras às importações de eletrodomésticos brasileiros. Bielsa chegou a dizer antes que "o Mercosul é um instrumento idôneo para fazer prevalecer o bem comum sobre os interesses setoriais", frase que foi interpretada por alguns analistas como uma crítica indireta à medida. Mais tarde, porém, o chanceler defendeu a decisão. "A medida não é intempestiva", disse Bielsa. "Os setores público e privado vêm trabalhando há mais de dois meses na busca de um acordo, a exemplo do que aconteceu com os setores têxtil e de calçados." Durante a tarde, a Secretaria de Indústria da Argentina (subordinada ao Ministério da Economia) tentou esclarecer a questão dos eletrodomésticos afirmando que a medida já entrou em vigor, mas ainda não está operativa. A informação mais recente é que, para que a medida seja aplicada, ainda são necessários de 7 a 10 dias. Antes, foram divulgadas informações desencontradas, com a mesma secretaria dizendo que as medidas já estavam sendo aplicadas, o que foi confirmado pelo próprio ministro da Economia, Roberto Lavagna. Exagero Para Bielsa, a questão está tomando proporções "exageradas". Na opinião dele, quando os setores privados não chegam a um acordo, a intervenção do Estado não deve ser vista como um problema. "Quando se trata de interesses, cada um tem seu estilo", afirmou Bielsa. "Não se deve superdimensionar ou dramatizar os estilos que cada um adota. Depois os interesses se acomodam, como se acomodaram no caso dos têxteis." Ao lado de Bielsa, o ex-presidente argentino Eduardo Duhalde, presidente da Comissão de Representantes Permanentes do Mercosul, defendeu uma integração supra-regional e chegou a sugerir a criação dos Estados Unidos Sul-Americanos. "Esses são os primeiros passos que estamos dando para construir essa integração, a Comunidade de Nações Sul-americanas, ou Estados Unidos Sul-Americanos. O nome decidimos depois." |
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