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Auditoria alerta para risco de 'fraude' no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Autoridade Provisória da Coalizão, liderada pelos Estados Unidos e que governa o Iraque até 30 de junho, foi acusada pela empresa de auditoria KPMG de não ter "controle efetivo" sobre os gastos no país. Isso deixou o Fundo de Desenvolvimento para o Iraque, o canal dos recursos financeiros para os projetos de reconstrução no país, "sujeito a fraudes". A informação foi publicada na edição desta terça-feira do jornal britânico Financial Times. A empresa de auditoria foi contratada pela ONU para verificar como o dinheiro da reconstrução estava sendo contabilizado e gasto. 'Resistência' No relatório, a KPMG também alega que encontrou "resistência" com os oficiais da Coalizão. Os funcionários teriam dito aos auditores que estariam "com muito trabalho", dando "baixa prioridade" a eles. O escritório da KPMG em Londres não quis fazer comentários. A matéria no Financial Times é publicada em meio às investigações sobre o programa da ONU de troca de petróleo iraquiano por comida. O programa está sendo alvo de investigações separadas na ONU, no Congresso dos Estados Unidos e no governo do Iraque. O Fundo de Desenvolvimento do Iraque é constituído de recursos provenientes do programa da ONU. De acordo com o Financial Times, US$ 20,2 bilhões foram depositados no fundo desde maio. O que teria preocupado a KPMG seria a falta de medidas para saber como e para onde o dinheiro estava indo. |
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