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Atualizado às: 03 de junho, 2004 - 06h52 GMT (03h52 Brasília)
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África do Sul quer ser plataforma para Brasil exportar

Arranha-céu em Johannesburgo
Região de Johannesburgo quer atrair mais negócios
Uma missão de empresários brasileiros do setor de máquinas e equipamentos chega à África do Sul na semana que vem para avaliar oportunidade de investimentos no país, que tenta se vender como uma plataforma de exportação para que produtos brasileiros cheguem com mais facilidade à Ásia e ao Oriente Médio.

Um grupo de executivos de 12 empresas brasileiras filiadas à Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) visitará clientes e parceiros em potencial por intermédio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Gauteng, província na qual fica a cidade de Johanesburgo.

“Nosso interesse não é necessariamente que essas empresas venham vender aqui, mas que encontrem oportunidades de parcerias com empresas locais e cresçam junto com elas, fazendo o mercado expandir e gerando empregos”, explica Rui Fragoso, gerente-geral para a América do Sul da Geda, como a agência de desenvolvimento é mais conhecida.

O tom do discurso é afinado com a Abimaq. A associação informou à BBC Brasil que a África do Sul tem oportunidades locais, mas também oferece ganhos logísticos, por estar a meio caminho da Ásia e do Oriente Médio.

Desconhecimento mútuo

Segundo Fragoso, a Geda tem um papel de aproximar os dois países para que diferentes setores vejam as oportunidades perdidas por causa dos laços distantes.

Aumento das exportações do Brasil para a África do Sul
2002: 12,7%
2003: 53,49% (total no ano: US$ 733 milhões)
Primeiro trimestre de 2004: 31,66% (total no período: US$ 186,5 milhões)
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

“Estamos a 6 mil quilômetros da costa do Brasil, enquanto Manaus está a 8 mil quilômetros do sul. Mas o sul-africano não conhece o brasileiro e vice-versa”, destacou.

“Recentemente, falando com produtores rurais, sugeri que ele comprasse equipamentos agrícolas no Brasil. Ele me perguntou de onde o Brasil importava esses produtos e ficou muito surpreso quando eu disse que eles eram fabricados aí”, disse o representante da Geda.

Esse é o tipo oportunidade que Fragoso gostaria que não fosse perdida. Um dos setores que pode ganhar com essa aproximação, destacado tanto pela Geda quanto pela Abimaq, é o automobilístico - já que o Brasil é um importante pólo produtor de autopeças e a África do Sul um grande centro de fabricação de carros de luxo.

Vôos

“A partir do momento que aumentarmos o comércio, vamos criar necessidade aumentar a comunicação marítima e de carga aérea. O movimento hoje já justificaria uma linha de carga aérea direta, mas ainda estamos tentando mostrar isso às empresas de transporte”, disse Fragoso.

Aumento das importações de produtos sul-africanos pelo Brasil
2003: 11,3% (total no ano: US$ 186,5 milhões)
Primeiro trimestre de 2004: 15,63% (total no período: US$ 58 milhões)
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

“Já melhorou muito, há pouco tempo nós tínhamos apenas dois vôos diretos (de passageiros) por semana para o Brasil, agora já são oito. Mas ainda podemos criar um volume para justificar a abertura de uma linha marítima, com pelo menos um navio por mês.”

Fragoso diz que, com o aumento no setor de transporte, surgirão novas oportunidades de emprego no Brasil e que a eventual produção na África do Sul por empresas brasileiras vai gerar a necessidade de importação de outros tipos de componentes que viriam do Brasil.

Na visão da Abimaq, é melhor estar presente por meio de parcerias, ou produzindo localmente, do que não estar presente de maneira nenhuma.

Além disso, a associação ressalta que as empresas brasileiras podem lucrar com o licenciamento de produtos e que a “marca Brasil” é simpática aos sul-africanos. O desafio agora deve ser transformar este carisma em vendas.

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