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Atualizado às: 24 de maio, 2004 - 12h06 GMT (09h06 Brasília)
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Brasileiros investem mais na China que chineses no Brasil
ruas de Pequim
Autoridades chinesas reclama de protecionismo brasileiro
Apesar de todo o entusiasmo com as promessas de investimentos da China, até agora os brasileiros investiram mais na China do que os chineses no Brasil.

De acordo com relatório do Ministério do Comércio da China, até 2003, os investimentos chineses acumulados no Brasil chegavam a US$ 129 milhões.

O mesmo relatório diz que os investimentos brasileiros na China até 2003 eram mais que o dobro, US$ 292,09 milhões.

A situação poderá mudar se forem concretizados os planos de negócios que estão sendo anunciados nesses dias, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China.

Projetos

Nesta viagem do presidente a Pequim e Xangai, que começou no sábado e termina dia 27, já foram anunciados investimentos chineses de U$ 600 milhões em programas de irrigação na Bahia.

No total, foram assinados acordos que chegam a US$ 4 bilhões em negócios, mas não está claro quanto desses recursos serão investimentos diretos da China no Brasil.

Segundo a Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), a China é a quinta maior fonte de investimentos diretos no mundo.

No ano passado, porém, a China ainda atraia mais investimentos brasileiros.

Em 2003, seis empresas chinesas foram estabelecidas no Brasil, com um total de investimentos contratados de US$ 9,31 milhões, segundo o Ministério do Comércio chinês.

Já os brasileiros investiram em 35 projetos na China no ano passado, com um volume de investimentos contratados equivalente a US$ 45,04 milhões.

Protecionismo verde-amarelo

Os dados fazem parte de um relatório do Ministério do Comércio da China que aponta as principais dificuldades do comércio entre os dois países.

O estudo reclama do protecionismo brasileiro, com o uso de barreiras para impedir a entrada de produtos da China no país.

Segundo o relatório, boa parte desses produtos depende de licença não-automática de importação, entre eles alho, cogumelos, produtos químicos e farmacêuticos, brinquedos, motos, bicicletas, cerâmica, produtos de origem animal.

De acordo com o ministério, as empresas chinesas reclamam da "maneira arbitrária" com que o Ministério do Desenvolvimento faz as listas de importação e de processos "complicados" e "requerimentos excessivos".

Visto

As autoridades chinesas reclamam também de barreiras sanitárias, como as que foram impostas pelo Brasil às exportações de tripas.

Dizem esperar que autoridades brasileiras adaptem essas medidas para que se tornem consistentes com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Segundo esse estudo, o Brasil é o país em desenvolvimento que mais recorre a processos de investigação anti-dumping (medida de proteção autorizada pela OMC quando os produtos de um país chegam com preços abaixo do mercado).

O relatório também diz que a Secretaria de Comércio Exterior tem práticas discriminatórias contra empresas chinesas, como "padrões ambíguos" para a classificação de companhias.

Os chineses também se queixam de algo que os brasileiros que tentam trabalhar no exterior conhecem bem: "Dificuldades para que cidadãos estrangeiros obtenham visto de trabalho".

Segundo o estudo, o processo é complicado e as autoridades brasileiras exigem 12 tipos de documentos para o pedido de visto.

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