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China ataca protecionismo de 19 parceiros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A China está acusando seus 19 maiores parceiros comerciais – incluindo Brasil, Estados Unidos e União Européia – de usarem barreiras técnicas e medidas protecionistas para dificultar a entrada de produtos e investimentos chineses. A acusação faz parte de um relatório anual do Ministério do Comércio chinês, publicado nesta quinta-feira, dois dias antes da chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua primeira visita oficial à China. O estudo afirma que esses parceiros comerciais – que correspondem a 70% do comércio exterior da China – usam padrões técnicos, quarentena, inspeções de qualidade, direitos de propriedade intelectual, procedimentos alfandegários, proteção ambiental e direitos trabalhistas para barrar a entrada de produtos chineses. Um funcionário do governo chinês disse que o relatório mostra a preocupação do Ministério do Comércio com as barreiras comerciais contra empresas chinesas, que pretende eliminá-las por meio de negociações bilaterais e multilaterais. Antidumping A maior parte do relatório é dedicada aos Estados Unidos, União Européia e Japão. Segundo o estudo, existem muitas medidas discriminatórias contra empresas chinesas em diversas leis americanas, além de "investigações injustas" para barrar a entrada de produtos da China. O relatório diz que, no ano passado, os EUA iniciaram nove investigações de antidumping e duas investigações para uso de salvaguardas, todas envolvendo produtos chineses. "O uso freqüente de medidas antidumping e salvaguardas pelos Estados Unidos praticamente restringiram as exportações da China desde julho de 1980", diz o estudo. Produtores americanos vêm entrando com diversos processos em uma tentativa de limitar a entrada de produtos chineses, pois o déficit comercial dos Estados Unidos com a China vem crescendo. Passou de US$ 102 bilhões em 2003 para US$ 124 bilhões em 2004. O estudo do governo chinês disse que existe preocupação no país com o impacto de uma nova legislação da União Européia que fixa regras para o processamento de lixo eletrônico e de outros produtos. Na lista de países citados no relatório estão também Austrália, Canadá, Índia, Indonésia, Malásia, México, Filipinas, Polônia, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul, Tailândia, Emirados Árabes e Vietnã. |
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