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Inflação americana diminui, mas ainda preocupa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os preços nos Estados Unidos subiram 0,2% em abril, menos dos que os 0,5% de março, mas o suficiente para levantar temores inflacionários. No meio de um processo de recuperação econômica, observadores afirmam que há sinais de que as companhias estão elevando os preços. A inflação para os consumidores foi de 4,4% entre janeiro e abril. Durante todo o ano de 2003, a elevação dos preços foi de 1,9%. Apesar dos temores, o Federal Reserve (Fed, banco central americano), órgão que regula os índices nos Estados Unidos, disse na semana passada que não está preocupado com a inflação. "A inflação a longo termo parece ter sido bem controlada", disse o Fed em um comunicado. Deflação Analistas esperam que o Fed eleve os juros americanos em breve e, logo na seqüência, realize uma série de aumentos ao longo do ano. "É bem visível que aumentou a pressão dos preços", disse o economista Jim O'Sullivan. "É difícil combater a direção (deste aumento), o que reforça o argumento para o aumento dos juros." Os preços do atacado subiram 0,7% em abril, e esta foi a maior alta em um ano, de acordo com dados do governo. Esse é um cenário bastante diferente de um ano atrás, quando existia a preocupação de que os preços poderiam cair. Economistas temem mais um cenário deflacionário do que a inflação, porque a queda dos preços pode paralisar a economia. Em uma ambiente onde os preços caem, os consumidores tendem a evitar as compras. Isso causa o colapso da demanda, forçando empresas em situações já críticas a cortar seus preços ainda mais – o que aumenta o problema. |
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