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Juro nos EUA terá de subir, mas não já, diz Greenspan | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Fed (o banco central americano), Alan Greenspan, disse nesta quarta-feira que a economia do país está vivendo um período de forte expansão e que por isso pode ser preciso aumentar as taxas de juros para manter a inflação sob controle. Em depoimento no Congresso americano, Greenspan afirmou, porém, que não está preocupado neste momento com a inflação – o que pode indicar que um aumento dos juros não ocorreria tão cedo assim. Atualmente a taxa de juros básica nos Estados Unidos é de 1% ao ano – o nível mais baixo em 46 anos. Na terça-feira, Greenspan já havia feito comentários semelhantes, o que motivou investidores a venderem ações na abertura das Bolsas de Valores americanas nesta quarta. Salários “Como já observei anteriormente”, disse Greenspan aos congressistas, “a taxa dos fundos federais deve aumentar em algum momento para impedir que pressões inflacionárias eventualmente apareçam”. “Até momento, o prolongado período de acomodação monetária não criou um ambiente em que pressões inflacionárias mais amplas pareçam estar se formando.” Ele também disse que o período de desinflação – a redução dos índices de inflação – que atingiu os Estados Unidos parece ter se encerrado, mas os aumentos de preços continuam sendo controlados pelo crescimento da produtividade e o pelo fato de que ainda há capacidade produtiva em desuso. Greenspan afirmou ainda que um possível processo de deflação – um longo período de queda no preços – havia deixado de ser um motivo de preocupação. Mesmo assim, segundo ele, a inflação tem permanecido sob controle, especialmente no setor de salários. Ele atribuiu este fenômeno ao longo período de reduzida criação de empregos que os Estados Unidos têm vivido. |
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