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Europeus divergem sobre novo diretor do FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os ministros de Finanças da União Européia não conseguiram chegar a um consenso sobre quem será o novo diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ao final de uma reunião neste sábado, na Irlanda, os 15 ministros anunciaram apoio ao ministro das Finanças da Espanha, Rodrigo Rato, e ao francês Jean Lemierre, presidente do Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento (BERD). Eles disseram que esperam chegar a uma decisão final durante a reunião anual do BERD, nos dias 18 e 19 de abril, em Londres. Até lá, o ministro das Finanças da Grã-Bretanha, Gordon Brown, que também é presidente do Comitê Internacional Monetário e Financeiro do FMI, vai consultar representantes de países europeus e de fora da Europa sobre o futuro diretor geral do Fundo. Transparência Desde a criação do Banco Mundial e do FMI, existe um acordo entre europeus e americanos para a indicação de seus dirigentes. A direção geral do Banco Mundial tem sido ocupada por um americano e a do FMI, por um europeu. O cargo está vago desde o mês passado, com a saída do alemão Horst Köhler. Intensas negociações entre os europeus para decidir a indicação deu tempo a outros países integrantes do FMI para questionar a dominação da Europa. Isso levou a Grã-Bretanha a prometer maior transparência no processo. Pelo menos 18 países latino-americanos assinaram uma carta de apoio à candidatura de Rato, entre eles o Brasil. Perfis Os dois candidatos europeus têm perfis diferentes. Analistas econômicos destacam o bom desempenho de Rato como ministro das Finanças da Espanha mas, principalmente, sua habilidade política e capacidade de diálogo com a América Latina – onde estão dois dos maiores devedores do Fundo, Brasil e Argentina. Já o francês Lemierre é valorizado por sua competência técnica e é apoiado pela França e Alemanha. Até agora, o ministro espanhol tem o apoio da Áustria, da Bélgica e de Luxemburgo, além da própria Espanha. O ministro das Finanças alemão, Hans Eichel, disse que existe um acordo entre a França e a Alemanha em torno da indicação de Lemierre. Segundo ele, muitos países da África, da Ásia e da América Latina preferem um diretor em que predomine o perfil técnico. |
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