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Atualizado às: 04 de abril, 2004 - 00h30 GMT (20h30 Brasília)
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Europeus divergem sobre novo diretor do FMI
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Desde a fundação, europeu ocupa cargo de diretor do FMI
Os ministros de Finanças da União Européia não conseguiram chegar a um consenso sobre quem será o novo diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ao final de uma reunião neste sábado, na Irlanda, os 15 ministros anunciaram apoio ao ministro das Finanças da Espanha, Rodrigo Rato, e ao francês Jean Lemierre, presidente do Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento (BERD).

Eles disseram que esperam chegar a uma decisão final durante a reunião anual do BERD, nos dias 18 e 19 de abril, em Londres.

Até lá, o ministro das Finanças da Grã-Bretanha, Gordon Brown, que também é presidente do Comitê Internacional Monetário e Financeiro do FMI, vai consultar representantes de países europeus e de fora da Europa sobre o futuro diretor geral do Fundo.

Transparência

Desde a criação do Banco Mundial e do FMI, existe um acordo entre europeus e americanos para a indicação de seus dirigentes.

A direção geral do Banco Mundial tem sido ocupada por um americano e a do FMI, por um europeu. O cargo está vago desde o mês passado, com a saída do alemão Horst Köhler.

Intensas negociações entre os europeus para decidir a indicação deu tempo a outros países integrantes do FMI para questionar a dominação da Europa.

Isso levou a Grã-Bretanha a prometer maior transparência no processo.

Pelo menos 18 países latino-americanos assinaram uma carta de apoio à candidatura de Rato, entre eles o Brasil.

Perfis

Os dois candidatos europeus têm perfis diferentes.

Analistas econômicos destacam o bom desempenho de Rato como ministro das Finanças da Espanha mas, principalmente, sua habilidade política e capacidade de diálogo com a América Latina – onde estão dois dos maiores devedores do Fundo, Brasil e Argentina.

Já o francês Lemierre é valorizado por sua competência técnica e é apoiado pela França e Alemanha.

Até agora, o ministro espanhol tem o apoio da Áustria, da Bélgica e de Luxemburgo, além da própria Espanha.

O ministro das Finanças alemão, Hans Eichel, disse que existe um acordo entre a França e a Alemanha em torno da indicação de Lemierre.

Segundo ele, muitos países da África, da Ásia e da América Latina preferem um diretor em que predomine o perfil técnico.

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