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Imigração vai beneficiar a Europa, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os países ricos da Europa só têm a ganhar com a onda de imigração do Leste Europeu, segundo uma pesquisa apresentada nesta semana na Sociedade Econômica Real britânica. Os autores do estudo, Helena Marques e Hugh Metcalf, examinaram o impacto da imigração do Leste para o Oeste depois da expansão da União Européia. A pesquisa argumenta que os salários e a produção da Europa Ocidental vão crescer – e não cair, como muitos temem. No entanto, eles alertam que o Sul da Europa, historicamente menos abastado, deve sair como o maior perdedor desse processo. Alto nível A principal descoberta dos economistas é que o aumento da imigração de alto nível sobe os níveis de qualidade de vida e contradiz os argumentos de muitos políticos e de alguns economistas. Legisladores dos países ricos já vêm defendendo regras mais liberais para imigrações em certos setores – tradicionalmente na enfermagem e na educação, por exemplo. No entanto, muitos temem a flexibilização das regras para trabalhadores de todos os níveis, argumentando que os efeitos da entrada de mão-de-obra barata sobre a força de trabalho local podem ser catastróficos. No entanto, Marques e Metcalf argumentam que este ponto de vista é "míope", já que, de acordo com o modelo que eles desenvolveram, mais imigrantes qualificados vão impulsionar as indústrias mais sofisticadas. Assim, geram riqueza para as economias mais fortes da Europa. Empresas Empresas de alto valor provavelmente vão investir em países que apresentam um excedente de mão-de-obra qualificada, já que esse tipo de indústria – tecnologia, farmacêutica, telecomunicações, entre outras – dependem principalmente de mão-de-obra de alto nível. Em geral, de acordo com os economistas, os salários das economias mais ricas do Norte da Europa poderiam subir até 5,6%, se a imigração de alto nível do Leste for totalmente liberada. Já para o Sul, o processo traz más notícias. As indústrias espanholas, gregas e italianas tendem a ficar desvalorizadas, atraindo setores mais interessados no preço do que na qualidade da mão-de-obra. Mais trabalhadores de alto nível não oferecem vantagem para essas indústrias e, ao mesmo tempo, a mão-de-obra local qualificada tenderia a deixar as suas cidades em troca do Norte emergente. Isso tudo pode acarretar em uma queda de 8,7% nos salários desses países. A conclusão, para os economistas, é que o principal impulso da política de imigração depois da expansão da UE deveria ser o reforço das economias do Sul, em vez da criação de barreiras no Norte. |
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