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Telefónica espera dobrar clientes no Brasil após acordo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O acordo recém-confirmado de uma aliança estratégica entre quatro grandes empresas de telefonia celular européias - a francesa Orange, a alemã T-Mobile, a italiana TIM e a espanhola Telefónica - também deve chegar ao mercado brasileiro, onde os espanhóis pretendem dobrar o número de clientes, que até o final do ano passado alcançou a cifra de 20,6 milhões só em celulares. O Brasil entra na segunda fase do projeto da aliança, que ainda não tem data para começar na América Latina, mas não será antes de 2005. É a prioridade da Telefónica, que dividirá seus planos de expansão com os novos parceiros, mas também continuará com investimentos próprios. A explicação é que a empresa espanhola tem duas condições específicas no mercado brasileiro. Uma é a sociedade em 50% com outra companhia que não participa da nova aliança, a Portugal Telecom. Será preciso negociar antes com os portugueses a situação do grupo no Brasil. A segunda questão é a vantagem estratégica em relação aos novos sócios. A Telefónica sozinha já tem 56% do mercado brasileiro de telefonia celular nos Estados onde opera e 46% do total do país, incluindo as regiões em que não compete. Infra-estrutura Com a nova aliança, as empresas querem aproveitar a infra-estrutura de cada uma delas para aumentar a participação do grupo nos mercados internacionais. "Nem é tanto uma questão de investimento, mas de estratégia de expansão mesmo. Onde vemos que há possibilidade de melhorar e podemos contar com a presença de um de nossos sócios, então apostaremos mais ali", afirma Juan José Berganzam, diretor de Comunicação da Telefónica Móviles. "É claro que o caso da América Latina é especial porque a Telefónica é a primeira operadora da região. O Brasil, especialmente, é o nosso mercado de maior projeção pelo potencial de crescimento, portanto, abre vias para os nossos sócios, o que é bom para nós porque fortalece a aliança, mas não deixaremos de seguir nossos projetos individuais de investimento." "Temos o objetivo de dobrar o número de clientes no Brasil", conclui Berganzam. O mercado brasileiro já representa 35% de todo o faturamento internacional da companhia. Em número de clientes, praticamente a metade dos celulares da Telefónica na América Latina são brasileiros. Do total de 41 milhões, 20,6 milhões estão no Brasil. A nova aliança começa com 170 milhões de clientes na Europa, já sob controle das quatro empresas. Quando estrear no continente americano, as áreas de atuação serão divididas em duas: América Latina e Estados Unidos. Segundo a direção da Telefónica, será então a etapa da grande expansão porque é o mercado com maior tendência a crescer no mundo, ao lado do asiático. A empresa espanhola afirma que a aliança será permanente e que só está projetada para telefonia celular. |
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