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Gigantes da telefonia celular fazem aliança na Europa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Quatro grandes empresas de telefonia celular européias, a francesa Orange, a espanhola Telefónica, a italiana TIM e a alemã T-Mobile, formaram uma aliança para reagir ao domínio da gigante britânica Vodafone. As empresas acabam de lançar uma nova marca, FreeMove, que será usada em conjunto com as marcas individuais. A FreeMove vai oferecer um serviço unificado a todos os usuários em todos os países, assim como aparelhos celulares mais baratos. Quando viajar para o exterior, o cliente Freemove terá acesso aos mesmos serviços oferecedos no seu país de origem, ouvirá as mesmas vozes familiares e discará os mesmos números para falar com o serviço de atendimento ao consumidor. Ele poderá ver no aparelho o número de quem está chamando, mesmo que esteja no exterior. E poderá enviar e receber imagens de vários países. Embora a prioridade inicial da aliança seja o mercado europeu, a FreeMove quer estender sua nova estratégia de serviços a usuários em todo o mundo, incluindo as Américas. Juntas, as quatro operadoras possuem cerca de 230 milhões de usuários em todo o mundo. Esta é a segunda aliança desse tipo no mercado europeu de telefonia celular. Ela foi precedida de uma outra iniciativa envolvendo nove empresas, entre elas a britânica MMO2, a Sunrise, com sede na Suíça, e a norueguesa Telenor. Alianças entre empresas nacionais permitem que elas estendam seus serviços globalmente. No caso das empresas de telefonia, a demanda crescente por serviços de roaming - opção de serviço que permite receber e fazer ligações fora da área de cobertura da operadora contratada - levou as companhias a trabalhar cada vez mais próximas. A aliança FreeMove é também uma reação à hegemonia crescente da concorrente Vodafone, que sozinha possui mais de 130 milhões de usuários. Analistas, no entanto, vêem com ceticismo esse tipo de aliança. Nos anos 90, várias empresas de telecomunicações e empresas de tecnologia fizeram parcerias, mas poucas sobreviveram à crise na virada do milênio. |
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