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Disputa com operadoras pode afastar investidores, diz analista
O governo brasileiro pode perder investimentos externos ao apoiar as ações de consumidores contra os reajustes nas tarifas telefônicas. Essa é a opinião do professor Arjan Sundardas, diretor do Programa de Empresas de Telecomunicações do Instituto de Empresas, na Espanha. "O governo brasileiro está disputando um braço-de-ferro com as operadoras, dizendo que não quer romper os contratos, mas que vai rompê-los", afirma Sundardas. Para o especialista, é um equívoco do governo contestar aumentos que já estavam previstos no contrato de concessão. "As operadoras ganharam um concurso com condições determinadas e não têm culpa de que tenha havido uma mudança de governo." Acordo Mas Sundardas acredita que a disputa acabará levando a um acordo entre o governo e concessionárias, que permita um aumento limitado das tarifas. Ainda assim, o especialista alega que os dois lados devem sair prejudicados da disputa. Segundo ele, por um lado, as ações da Telefônica e outras empresas de telecomunicações que têm investimentos na América Latina, como a Portugal Telecom, podem sofrer quedas no mercado financeiro internacional. O Brasil, por sua vez, pode acabar perdendo a confiança de possíveis futuros investidores. "Outros investidores que pensavam em entrar no mercado brasileiro podem ficar com o pé atrás." Mas Sundardas diz achar improvável que as operadoras que já estão no Brasil saiam do país. América Latina Para o professor, a já frágil economia da América Latina pode sofrer ainda mais com o imbróglio no Brasil e ações como o decreto assinado pelo presidente argentino, Nestor Kirchner, criando uma comissão para renegociar 61 contratos de privatização no país. Para Sundardas, este é o tipo de ação de "um mercado protecionista que está dando passos para trás" e que poderia complicar ainda mais a situação da América Latina. "Acho que eles estao abrindo a caixa de pandora. A região não está passando por um momento fácil e tanto Brasil como Argentina dependem de investimentos estrangeiros porque estão em um momento de recuperação." |
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