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Bombas em Madri levam a alta no preço do petróleo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A preocupação dos investidores com a segurança mundial, depois dos atentados a bomba em Madri, na semana passada, e com a queda das reservas de gasolina dos Estados Unidos, levaram a um salto de 4% nos preços do petróleo em Nova York. A cotação do petróleo cru Texas, a referência nos Estados Unidos, para entrega em abril, subiu 0,7% na sexta-feira, fechando o dia em US$ 37,62 o barril. Já o preço do Brent, referência em Londres, aumentou 0,39% no mesmo dia, atingindo US$ 33,26 por barril. Durante a semana, a cotação do cru chegou a bater os US$ 38 por barril, alcançando o nível mais alto desde a Guerra do Golfo, em 1991. Os altos e baixos foram provocados pelas possibilidades de novos atentados que possam vir a prejudicar o abastecimento de petróleo, principalmente em países produtores como a Arábia Saudita. Alta recorde De acordo com analistas, se o nervosismo dos investidores continuar como está, os preços podem alcançar os US$ 40 por barril. O aumento do consumo de petróleo na China e as baixas reservas de gasolina nos Estados Unidos também foram fatores de pressão sobre os preços do cru. A gasolina armazenada pelos americanos caiu em 800 mil barris, o que deixou as reservas em 199,6 milhões de barris (cada um contém 159 litros) – o nível mais baixo desde novembro do ano passado, segundo o Departamento de Energia do país. Também preocupa a possibilidade de queda nas reservas mundiais de petróleo, e a conseqüente pressão sobre os preços, se a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidir pôr em prática as medidas acordadas em fevereiro passado de reduzir a produção em um milhão de barris a partir do segundo trimestre do ano. |
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