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Iraque deve crescer 19% em 2004, diz 'Economist'
A Economista Intelligence Unit (EIU) prevê melhora na segurança no Iraque, novos compromissos de ajuda externa ao país e aumento das exportações de petróleo. Esses fatores, segundo a EIU, devem levar a economia iraquiana a crescer 19% em 2004. Em suas projeções para 2004, o centro de estudos - do mesmo grupo da revista The Economist - avalia que as dificuldades "significativas" com a segurança no Iraque devem continuar até meados do ano que vem. No entanto, na medida em que a autoridade interina do Iraque assumir mais poderes para tomar decisões e no policiamento interno, a segurança deve melhorar, segundo a EIU. Para a EIU, no segundo semestre de 2004 as exportações de petróleo do Iraque devem voltar aos níveis que estavam antes da guerra. Petróleo Esse seria o primeiro ano de crescimento da economia do país desde 2000, conforme dados do estudo. Em 2001, a economia do Iraque encolheu 6%; em 2002, 6,5%; e neste ano, 20%. Entre os objetivos principais de política econômica da Autoridade Provisória da Coalizão (APC), está o de restaurar a produção de petróleo a 2,6 milhões de barris por dia, de forma sustentável, segundo a EIU. Esse era o nível anterior à guerra, de acordo com o estudo. Neste ano, a produção de petróleo iraquiano desabou para 1,3 milhões de barris por dia. Mas a EIU observa que decisões estratégicas para o setor de petróleo provavelmente só serão tomadas quando houver uma autoridade iraquiana reconhecida internacionalmente. "Uma vez que tal governo esteja funcionando, passos na direção de medidas mais substantivas devem começar a ser adotados, incluindo nova capacidade de produção ajudada por investimento estrangeiro direto", diz o estudo. Desafios Apesar da expectativa de expansão da economia do Iraque no ano que vem, a EIU alerta para os riscos na área de segurança. O estudo prevê que a APC vai "continuar a enfrentar sérios desafios aos seus esforços de restaurar a segurança (no país), incluindo a ameaça de ataques a civis em larga escala e guerra de guerrilha de baixa intensidade". Mas a EIU considera que as autoridades iraquianas vão ter um papel cada vez maior na segurança e isso deve "ajudar a minimizar a oposição violenta". O estudo avalia ainda que a melhora nos serviços básicos no país e a reconstrução da economia devem ajudar no processo. Segundo o centro de estudos, um processo político mais estável no fim de 2004 deve permitir a condução de um plebiscito para aprovar a nova constituição, o que seria seguido de eleições. |
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