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Lula minimiza importância de autonomia do BC
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou a importância de um Banco Central independente, ao classificar a discussão sobre a autonomia da instituição como apenas "uma discussão a mais". "Isso não é preocupação para nós, lá no Brasil. Se a sociedade quiser discutir, se o Cogresso quiser discutir, será uma discussão a mais", disse Lula. "Nunca nenhum empresário falou sobre esse tema comigo. É uma inquietação de teses acadêmicas", afirmou o presidente. A independência do Banco Central é uma discussão que vem de longa data no Congresso Nacional e é tratada pelo artigo 192 da Constituição, que nunca chegou a ser regulamentado. A autonomia da instituição em relação ao governo, seguindo modelos como o da Grã-Bretanha, é apontada por muitos empresários como um ponto importante para criar um ambiente seguro e previsível para investidores estrangeiros. Sem 'aventuras' Lula fez a declaração em Genebra, na Suíça, onde participou da abertura de um seminário para investidores estrangeiros, cujo objetivo era atrair mais investimentos diretos para o Brasil. Lula disse que, a seu ver, o importante era ter um "Banco Central sério", como uma política monetária consistente, sem "aventuras". "O que é importante é ter um Banco Central que leve em consideração a defesa da moeda e tenha uma política monetária sem oscilações, sem nenhuma aventura. E isso nós temos", disse o presidente. Ele elogiou então a atuação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que disse ser competente. "E olha que ele nem é um companheiro do PT", afirmou Lula. Quando os jornalistas perguntaram ao ministro do Planejamento, Guido Mantega, se as declarações de Lula significavam o fim do debate no governo sobre a autonomia do Banco Central, ele respondeu: "Se o chefe falou, tá falado." |
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