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Atualizado às: 11 de dezembro, 2003 - 22h50 GMT (20h50 Brasília)
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Fracasso em Cancún deixou Europa mais flexível, diz Lamy

Pascal Lamy

A polêmica em torno dos subsídios agrícolas praticados pelos países europeus será o assunto do comissário de comércio da União Européia, Pascal Lamy, durante a reunião do G-20, nesta sexta-feira em Brasília. Para ele, é importante "fortalecer" o multilateralismo deste grupo de países e mostrar a "flexibilidade" da UE.

Lamy afirmou que a União Européia passou a ser "mais flexível" nas negociações dos acordos comerciais desde, o que chamou, de "fracasso" da reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Cancún, no México, em setembro deste ano.

"Nossa idéia, ao participar desta reunião do G-20 é justamente fortalecer os vínculos multilaterais, sobretudo depois do fracasso coletivo que vimos em Cancún", disse.

As declarações de Pascal Lamy foram feitas durante entrevista coletiva na capital argentina, local da primeira escala antes de partir para o Brasil, de onde seguirá para o Paraguai, no sábado, e o Uruguai, no domingo, para participar da reunião de cúpula do Mercosul.

Viagem

O principal objetivo da sua viagem à região é acelerar a integração entre a União Européia (UE) e o Mercosul.

Porém, quando perguntado se a UE não estava sendo deixada de lado, após o acordo da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), assinado em Miami, no mês passado, Lamy respondeu: "Não acredito que isso seja um concurso de beleza entre uma Alca Light e uma União Européia Vip. Acho que não são coisas comparáveis. Na OMC, queremos dar status de OMC plus-plus, livre acesso ou muito melhor acesso do Mercosul ao mercado europeu. Portanto, Alca e UE com Mercosul são coisas que não se podem comparar".

Pascal Lamy reconheceu que os subsídios agrícolas da UE e dos Estados Unidos são o item de maior preocupação do Mercosul.

"A UE está disposta a dar pleno acesso e situações preferenciais em agricultura, servicos, investimentos e compras governamentais e também esperamos um certo grau de reciprocidade nestas questões. Foi assim que chegamos a um acordo com Chile, México e África do Sul."

O representante da União Européia fez questão de destacar que o bloco sempre apostou e investiu no Mercosul e em alguns momentos, disse, talvez tenha sido "a única" que acreditou no bloco.

Em seguida, ele reconheceu: "As declarações de amor são fantásticas, mas é difícil colocar em prática. Por isso, sabemos que falta muito para se fazer".

Lamy esclareceu que sua viagem começou por Buenos Aires porque a partir do dia 1º de janeiro a presidência temporária do Mercosul será transferida do Uruguai para a Argentina.

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