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Acordo Mercosul-UE 'será fechado em fevereiro'
Um representante do Itamaraty disse que o Mercosul e a União Européia (UE) devem chegar a um acordo de livre comércio na área automotiva no início do ano que vem. Segundo o chefe da divisão de negociações extra-regionais do Ministério das Relações Exteriores, Ronaldo Costa Filho, pode-se esperar uma decisão final sobre o acordo automotivo em fevereiro, quando representantes dos dois blocos terão um encontro, em Buenos Aires. O possível acordo dominou as discussões desta quarta-feira em Bruxelas, onde estão reunidos representantes do Mercosul e da UE. Segundo o embaixador brasileiro junto à União Européia, José Alfredo Graça Lima, o assunto foi debatido pela primeira vez de forma isolada. Tarifas e origem "Ainda não se chegou a um denominador comum, porém, tecnicamente, as discussões foram aprofundadas", avaliou o embaixador. A proposta do Mercosul, que reivindicava o fim imediato das tarifas de importação européias - como é o acordo europeu com o México - passou a incluir a possibilidade de redução tarifária gradual em dez anos, reforçada com a criação de cotas adicionais imediatas. Por sua vez, a proposta da UE para a área automotiva oferece possibilidade de fim das tarifas em sete anos. Não se falou ainda sobre qual seria a tarifa de base para as negociações. No Mercosul, os países-membros mantêm tarifas diferentes, que variam de 35% (Brasil e Argentina), até 20% (Paraguai). Enquanto os europeus querem partir para a redução gradual a partir da tarifa mais baixa, os países do Mercosul não abrem mão de iniciar a redução a partir dos 35%. Outro ponto que está sendo negociado com divergências entre os dois lados é a questão das regras de origem. Um carro montado no Brasil tem, obrigatoriamente, que conter 60% de peças e componentes fabricados no Mercosul. Com o acordo entre os dois blocos, as peças européias valerão como as nacionais. A UE quer que este ponto passe a valer imediatamente. Os países do Mercosul, porém, preferem criar um período de transição, para proteger as indústrias nacionais. Uruguai A falta de coesão entre os países do Mercosul não parece atrapalhar as negociações, apesar de ainda ser um tema discutido entre as comitivas. Um representante da equipe uruguaia reclamou que "era sempre com o Brasil que as negociações paravam". Segundo ele, a tarifa base para negociação oferecida à UE seria consenso entre o Uruguai, o Paraguai e a Argentina. Fontes diplomáticas brasileiras, porém, explicam que a polêmica é apenas um reflexo das diferenças de opiniões que sempre existiram entre os quatro países do bloco. |
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