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Bolsa de Buenos Aires fecha em alta histórica O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em alta recorde pelo segundo dia consecutivo nesta nesta terça-feira. No fechamento de segunda-feira, a bolsa argentina batera um recorde que se mantinha desde junho de 1992. Com a nova alta desta terça-feira, o Merval acumula, no ano, uma alta de quase 72%, em pesos – o que faz da Bolsa de Buenos Aires uma das que mais se valorizou no mundo, neste ano. A valorização no dia foi de 1,22%, movimentando US$ 26 milhões. O bom desempenho da bolsa argentina está sendo visto como uma conseqüência direta da surpreendente recuperação econômica verificada no país depois do colapso de janeiro de 2002. A moeda argentina, o peso, fechou o dia em 2,84 para a compra e 2,85 para a venda, estável em comparação com o dia anterior. Privatizações Nesta terça-feira, menos de duas horas após a abertura das operações, o índice Merval (que mede a evolução dos principais papéis da Bolsa) registrava 906,59 pontos – a maior marca já registrada. A diferença entre o boom da Bolsa de Buenos Aires do início dos anos 90, quando o mundo das finanças comemorava as privatizações argentinas, e agora, observam assessores da própria Bolsa, é que a cotação dos papéis está desvalorizada. "Os números de agora ainda estão longe dos que eram registrados na época da conversibilidade, quando a cotação dos papéis era feita em dólares e não em pesos, como hoje", disse à BBC Brasil um assessor da Presidência da Bolsa. "Naquela ocasião, realizávamos operações de cerca de US$ 100 milhões ao dia. Hoje, estamos em torno dos 20 milhões de pesos, com o peso valendo quase três vezes menos que a moeda americana." Fim das incertezas Segundo assessores da Bolsa, as altas marcadas agora têm pelo menos duas explicações. Alguns bancos, cujos papéis estão na Bolsa, estão reestruturando suas dívidas, o que aumenta o interesse por estes ativos. Além disso, empresas e pessoas físicas que estavam aplicando seus investimentos em renda fixa – aplicações com prazos de um mês a um ano, em média – buscam melhores rendimentos, já que os juros caíram com a melhoria da economia e o fim das incertezas econômicas. Assim que a crise estourou, com a renúncia do presidente Fernando de la Rúa, em dezembro de 2001, os argentinos correram para comprar dólares e as especulações eram de que a moeda americana poderia superar até os cinco pesos. O que não ocorreu. A desvalorização do peso foi decretada em janeiro do ano passado pelo então presidente Eduardo Duhalde. |
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