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Wal-Mart pode enfrentar ação por sexismo
A cadeia americana de supermercados Wal-Mart está lutando para tentar se livrar de um processo de discriminação sexual que pode se tornar o maior da história. Um juiz americano está atualmente analisando um pedido para juntar reclamações de 1,6 milhão de atuais e ex-funcionárias a um processo já existente contra a rede. Elas reclamam que as mulheres ganham menos e têm mais dificuldade em ser promovidas. Advogados querem ampliar o processo atual, iniciado por seis mulheres que trabalhavam para a loja no Estado da Califórnia. Se o pedido for aceito, será uma ação de classe, o que criaria jurisprudência para casos futuros. Defesa O Wal-Mart argumenta que essas variações em pagamento e condições de trabalho são uma inevitável parte de sua estrutura. O grupo diz que quer se certificar de que reclamações de discriminação sejam feitas de forma isolada em cada loja. Advogados dos funcionários dizem que o caso pode se tornar de classe porque a situação nas cerca de 3,5 mil lojas do Wal-Mart é mais ou menos a mesma. A empresa tem uma forte cultura interna, segundo esses funcionários, de discriminar mulheres. "As mulheres ganham menos que os homens desde 1976 em qualquer função gerencial" disse Brad Seligman, advogado. "Todas as lojas são supervisionadas de perto, são conectadas em tempo real e os gerentes são treinados juntos. Este não é um caso de apenas lojas isoladas." O Wal-Mart quer evitar que o processo seja ampliado, já que construiu um marketing sobre a felicidade de seus 962 mil funcionários. A firma argumenta que qualquer diferença de pagamento foi causada por diferentes especificações no trabalho. Trabalhadores com qualificações especiais - por exemplo, com habilidade para cuidar de animais e licença de armas - ganhariam mais que os outros. Inviável Advogados da rede alegaram que uma ação de classe seria inviável. Segundo eles, isso iria provocar a busca de testemunhas entre os 4 mil gerentes de suas lojas caso fosse uma ação de classe, o que resultaria num julgamento de 13 anos. Se o status de ação de classe for aprovado, será certamente o maior julgamento por sexismo da história legal. Empresas americanas enfrentam uma onda de contestações judiciais, mais notadamente vindas de consumidores e acionistas. Em alguns casos, os pedidos de indenização chegam aos bilhões de dólares, mas até agora poucas ações de classe atingiram seus objetivos. |
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