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FMI aprova empréstimo para a Argentina de US$ 12,5 bilhões
O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou em Dubai um empréstimo de US$ 12,5 bilhões para a Argentina nos termos do acordo firmado em Buenos Aires no dia 10 de setembro. O dinheiro será liberado em parcelas ao longo de três anos. Os termos do acordo estão sendo apontados por analistas como sinais de uma nova tendência do fundo, que estaria sendo mais flexível em suas exigências aos países devedores. No caso da Argentina, o novo acordo prevê que o país termine o primeiro ano - 2004 - com um superávit fiscal de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). O percentual de economia é considerado baixo por muitos analistas e também credores e é visto como uma vitória do presidente Néstor Kirchner. Enquanto isso, representantes do governo e credores da Argentina se preparam para discutir a reestruturação da dívida de US$ 90 bilhões, ainda sob moratória, na próxima semana. O plano de reestruturação que deve ser apresentado pelo governo argentino será o primeiro desde que o país declarou a maior moratória da história no ano passado. A vice-diretora-gerente do fundo, Anne Krueger, disse que um acordo entre o governo e os credores não deverá ser imediato, mas sim levar de três a seis meses para ser firmado. Após enfrentar a pior crise da sua história, a Argentina vem passando por um processo de recuperação econômica. No segundo trimestre deste ano, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) - soma de todos os bens e riquezas produzidos pelo país - aumentou 7,6% quando comparado ao mesmo período do ano passado. Os números são altos, mas não justificam grande otimismismo, já que a base de comparação - o ano passado - é muito baixa. Em 2002, a economia argentina encolheu 10,9%. A previsão do governo é de que o PIB argentino cresça 5,5% em 2003. |
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