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América Latina precisa 'diversificar' exportações, diz Espanha
Os países da América Latina precisam diversificar suas exportações e se integrar para se tornarem mais competitivos, segundo o ministro da Economia da Espanha, Rodrigo Rato. A recomendação do governo espanhol é a primeira conclusão da 5ª Reunião de Ministros de Economia Ibero-Americanos nesta quinta-feira em Madri. O encontro tem por objetivo maior preparar as bases para as negociações da próxima cúpula de chefes de Estado ibero-americanos, que terá sua 13ª edição nos dias 14 e 15 de novembro em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Para a Espanha, as nações latino-americanas exportam pouco porque oferecem pouco ao mercado internacional. Reformas estruturais "É necessário que a América Latina aumente sua base exportadora. Temos que trabalhar na promoção e diversificação da oferta, que está excessivamente concentrada em matérias primas, minerais e produtos agrícolas", afirmou Rato. Os 17 países representantes ouviram ainda reivindicações de alguns dos maiores investidores na região. O ministro espanhol abriu a reunião pedindo a realização de reformas estruturais, desde a construção de vias de acesso que integrem os países sul-americanos até a diversificação dos produtos. Segundo ele, é preciso eliminar as limitações para o transporte de matérias primas e produtos agrícolas. "É preciso melhorar todas as condições de integração comercial da região, porque, sem isso, não é possível fortalecer a competitividade", disse o ministro. Para resolver os problemas comerciais e econômicos da região, Rato lembrou aos governos latino-americanos uma lista de conhecidos fundamentos essenciais à atração de investimentos, como o controle da inflação e do déficit público, definição do papel das instituições financeiras internacionais, criação de sistemas financeiros nacionais sólidos e eficazes, redução das barreiras alfandegárias e adoção de uma tarifa aduaneira única para a região.
O Brasil concorda com a lista. O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Otaviano Canuto, que substituiu na última hora o ministro Antônio Palocci na reunião, disse o governo não só está cumprindo essas metas, como as defende desde a campanha eleitoral. "Nós concordamos em tudo o que sugeriu o ministro Rato. Nossos países da América Latina têm que incrementar o conteúdo tecnológico do parque produtivo e como resultado disso melhorar as condições das exportações. Isso é parte do crescimento sustentado que o Presidente Lula sempre promoveu. E quanto à integração da América Latina e da América do Sul, todo mundo sabe que é uma prioridade para o Brasil", disse Canuto. Antes desse encontro, os governos têm outros compromissos econômicos como as assembléias do FMI e do Banco Mundial. O Brasil ainda não anunciou oficialmente se pedirá ou não outro empréstimo. O secretário Canuto, disse que, na reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Dubai, o governo manterá a mesma linha de idéias exposta até agora, insistindo em que não há crescimento sem avanço social. Ele preferiu não comentar a eventual negociação de um novo empréstimo junto ao FMI. "Nós vamos defender o aprimoramento nas linhas de prevenção contra a crise e nossa posição em relação aos mecanismos de resolução de crise. Vamos defender também uma revisão das cotas do fundo e principalmente discutir as condições das Metas do Desenvolvimento do Milênio", explicou Canuto. |
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