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Atualizado às: 18 de setembro, 2003 - 09h39 GMT (06h39 Brasília)
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FMI confirma revisão para baixo do crescimento no Brasil
Economia brasileira
FMI confirma que Brasil crescerá menos em 2003

O Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou a redução de sua previsão de crescimento para o Brasil em 2003. Segundo o fundo, a economia brasileira, a maior da América Latina, crescerá "modestos" 1,5% – e não 2% como era previsto em agosto.

"Mas o crescimento brasileiro acontecerá de forma mais sólida no ano que vem: 3%", afirma o relatório.

Os números aparecem no mais recente relatório bienal do fundo, apresentado nesta quinta-feira durante a reunião do FMI em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O FMI afirma que toda a América Latina apresentará um crescimento mais modesto (1,1%) do que o previsto no início de 2003 (1,5%). Em 2004, o FMI prevê um crescimento de 3,6% - menor do que os 4,2% anteriormente previstos.

Os números estão abaixo da média de crescimento prevista para a economia mundial: 3,2% em 2003 e 4,1% para 2004.

Argentina

O fundo, no entanto, alertou para grandes discrepâncias entre os países latino-americanos, que terão um crescimento bastante diferenciado entre si.

"Enquanto a Argentina viveu um calamitoso declínio de 10,8% em seu PIB em 2002, o país deve crescer 5,5% em 2003 e 4% em 2004. Mas a Venezuela não deverá apresentar melhoras. O PIB deve cair 16,7% neste ano", diz o relatório do fundo.

O FMI recomenda que a Argentina continue tentando implementar um plano estável e confiável para restaurar as finanças públicas e reestruturar suas dívidas, fortalecer o seu sistema bancário, acelerar a reestruturação das dívidas do setor privado e assegurar que os pobres continuem protegidos durante a transição.

O Chile e o México, os países que ficaram mais imunes às crises dos últimos dois anos na América Latina, devem apresentar um crescimento modesto, de acordo com o fundo.

O México, cuja economia é bastante atrelada à americana, deve crescer 1,5% em 2003 e 3,5% em 2004.

A previsão para o Chile é de 3,3% neste ano e 4,5% em 2004. O FMI afirma que o corte na taxa de juros está "ajudando a economia doméstica do Chile a se recuperar".

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