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Atualizado às: 04 de setembro, 2003 - 13h45 GMT (10h45 Brasília)
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Desemprego na Alemanha pára de crescer
Trabalhador em fábrica na Alemanha
Reformas no mercado estariam fazendo efeito

O desemprego na Alemanha parou de crescer em agosto, aumentando esperanças de que as tentativas do governo de reformar o mercado de trabalho podem estar fazendo efeito.

Em agosto, 4,41 milhões de alemães estavam sem emprego, mesmo número de julho, segundo dados ajustados para fatores sazonais.

O número sem ajustes sazonais indica uma queda de 4,35 milhões para 4,31 milhões, o que significa uma taxa de desemprego de 10,4% da população economicamente ativa.

Economistas esperavam um aumento nos números ajustados, mas mesmo as autoridades ainda temem expansão do desemprego, apesar de sinais de recuperação da economia.

Inverno

"Não vemos qualquer melhora no mercado de trabalho da Alemanha antes do segundo trimestre do próximo ano", disse Florian Gerster, diretor do departamento de trabalho.

Michael Rogowsky, presidente da federação industrial da Alemanha disse esperar que o total de desempregados chegue a 5 milhões neste inverno, mas se o clima for ameno, esse número pode ser menor.

Os números trouxeram boas perspectivas para a antiga área que compunha a Alemanha Oriental.

Tantos os dados ajustados como os sem ajustes sazonais mostraram sólida queda no desemprego na área, ao contrário do que ocorre na área da antiga Alemanha Ocidente.

Reforma

A maioria concorda que as chamadas medidas Hartz para o mercado de trabalho –

nome de um dos assessores do chanceler Gerhard Schröder – estão dando resultados.

As reformas foram feitas para tirar as pessoas dos serviços assistenciais e forçá-las a voltar ao trabalho com a possibilidade de perda de benefícios.

"Esse efeito pode continuar por um tempo, certamente, mas ainda assim é uma única vez", disse Andreas Rees, do Hypovereinsbank.

Embora o governo esteja programando cortes de impostos como forma de impulsionar a economia, há o temor de que o efeito pode ser mínimo, pois o seu custo de 15,5 bilhões de euros (quase R$ 51 bilhões) pode ser coberto com cortes em subsídios habitacionais e para transporte.

"O desemprego vai chegar ao pico exatamente no momento em que os cortes de impostos deverão ter um efeito positivo sobre consumo", disse Rees.

"O desemprego vai se sobrepor a tudo. Não veremos uma reviravolta no próximo ano".

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