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Alemanha pode estar a caminho da recessão
A Alemanha pode estar entrando em uma recessão, apesar da intervenção do governo para estimular o crescimento econômico. Essa é a opinião do instituto de pesquisas alemão DIW. "A Alemanha é uma economia em crise", afirmou o instituto em seu informe lançado no meio do ano que previu uma queda na expectativa de crescimento da Alemanha de 0,6% para -0.1%. O aviso se dá após o chanceler alemão, Gerhard Schröder, ter anunciado corte de gastos numa tentativa de estimular o consumo. Dados revelados nesta terça-feira mostram que as vendas no comércio varejista do país caíram no mês de maio. Sem surpresa "As cifras são decepcionantes, mas não inteiramente surpreendentes. O desemprego e a queda nos rendimentos continuam tendo um efeito negativo sobre o consumo", disse o economista Ulrike Kastens, da Universidade de Colônia, na Alemanha. Até mesmo o ministro da Economia da Alemanha, Hans Eichel, admitiu que pairam dúvidas sobre a expectativa oficial de crescimento do governo para 2003. Para que as metas de cresciemnto sejam atingidas, é preciso que o crescimento econômico alcance a meta inicial de 0,75%. Para alguns especialistas, a cifra é exageradamente otimista para uma economia em estagnação. Para alcançá-la, é preciso que os Estados que constituem a federação alemã cortem seus orçamentos e subsídios. A União Européia prevê para os países-membros da União Européia um limite de déficit de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas no ano passado o país atingiu uma marca de 3,6% do PIB. O ministro da Economia alemão já disse que o país deve mais uma vez ultrapassar a meta. A hipótese contraria promessas feitas anteriormente pelo governo do país e sujeita a Alemanha a multas por parte da União Européia. O responsável pela área monetária, Pedro Solbes, saudou os cortes de gastos anunciados pela Alemanha no fim de semana, mas disse que a reforma estrutural deve permanecer sendo uma prioridade. "A implementação das reformas estruturais é o ponto decisivo. Se isso não acontecer, a Alemanha não irá progredir", afirmou Solbes. O governo anuncia que cortes de impostos seriam financiados por reduções de subsídios, novos emrpéstimos e a venda de empresas governamentais. |
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