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Bush 'apóia negociação argentina com FMI'
O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, disse ter recebido todo o apoio de seu colega americano, George W. Bush, durante a primeira visita do argentino a Washington desde que assumiu o poder, há quase dois meses. As relações são realmente perfeitas, foi uma reunião muito boa, enfatizou Kirchner nos jardins da Casa Branca, depois de uma reunião de pouco mais de meia hora com Bush. Segundo analistas, o objetivo da visita, para a administração Bush, foi conhecer de primeira mão a agenda de intenções e os planos do presidente argentino. Contudo, um dos pontos que geraram mais expectativa em relação à reunião foi se os Estados Unidos iriam apoiar ou não a Argentina em suas duras negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Compromisso claro Vai muito além disso, respondeu Kirchner, quando jornalistas lhe perguntaram se o presidente americano se comprometeu a apoiá-lo. Há um compromisso claro, completo ele (Bush) mesmo disse isso de apoiar decididamente o processo de recuperação da Argentina, sem condições e nos termos colocados pelo governo argentino, disse Kirchner. A Argentina e o FMI têm um acordo que vence no início de setembro, e por isso o governo de Buenos Aires está negociando um novo acordo com o órgão multilateral de crédito. Durante sua campanha eleitoral, o presidente argentino criticou muito o FMI, mas agora parece estar querendo estabelecer uma nova relação com o órgão desde que se respeitem as decisões de seu governo. Talvez seja por isso que o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que Bush gostaria de ver a Argentina trabalhando de forma construtiva com as instituições financeiras internacionais. Ponto de partida Além das expectativas no tocante às conversas com o FMI, também se espera que as relações entre Estados Unidos e Argentina melhorem depois da visita.
Durante o governo anterior em Buenos Aires, com o presidente Eduardo Duhalde, houve um distanciamento por causa da oposição argentina à guerra no Iraque e por outros motivos. Uma prova disso é que Duhalde nunca foi convidado a visitar a Casa Branca. Para Kirchner, o encontro com Bush foi, inclusive, um ponto de partida para uma união mais franca entre os dois países. Podemos ter relações sérias e transparentes, disse o presidente argentino. Esse gesto de poder falar com sinceridade, com clareza (...) como fizemos agora, nos parece ser o melhor caminho para construir uma relação internacional digna, correta e satisfatória, enfatizou. Segundo Kirchner, o presidente americano expressou sua plena confiança na Argentina e elogiou as medidas tomadas por Kirchner para tirar o país da crise. Ele me disse: 'Continue lutando (...) que está fazendo muito bem', revelou o líder argentino. Um toque pessoal Depois de Washington, Néstor Kirchner visita agora Nova York, onde terá encontros com banqueiros, operadores do mercado e membros da comunidade judaica. Ele também deve ir ao ground zero, para prestar homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001. Durante sua visita, Kirchner impôs seu toque pessoal e surpreendeu vários transeuntes, que o encontraram passeando a pé por Dupont Cicle, um bairro no centro de Washington onde se encontra a embaixada argentina. Ele inclusive foi a um café junto com vários membros de seu gabinete, onde algumas pessoas o reconheceram e tiraram fotos com ele. |
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