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Mercado 'está mais otimista' com governo Lula
Analistas e profissionais do mercado financeiro estão mais otimistas com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do que estavam nos primeiros meses da nova administração. A conclusão é de uma pesquisa, realizada pela consultoria Global Invest entre os dias 8 e 15 deste mês com 90 profissionais do mercado financeiro e do setor produtivo, sobre a percepção do cenário econômico brasileiro e internacional nos próximos seis meses. A parcela dos que avaliam o governo Lula como bom aumentou de 38%, no primeiro trimestre, para 43,8%. Já o total que avalia o novo governo como regular caiu de 44% para 40,5%. Mais da metade 52,8% também respondeu que o governo Lula está melhor do que eles esperavam. Outros 32,6% disseram que o governo está de acordo com as expectativas e apenas 14,6% avaliam que está pior do que o esperado. Insatisfação com o BC Ao mesmo tempo em que cresceu a aprovação do presidente, aumentou a insatisfação com a política monetária do Banco Central. A parcela de aprovação caiu de 75% para 62,5%, enquanto a parcela dos que não concordam com a atual política de juros aumentou de 25% para 37,5%.
Existe uma percepção de que as reformas vão salvar o Brasil, mas isso é uma visão equivocada, diz o economista-chefe da Global Invest, Marcelo de Ávila. A aprovação é muito mais da pessoa do Lula do que da política econômica do governo, diz ele. A pesquisa também mostra o aumento de importância das reformas para o futuro do país, na avaliação dos entrevistados. Quase metade 43,8% acredita que a dificuldade em aprovar as reformas no Congresso será o principal fator de elevação do câmbio nos próximos meses, um item que não foi citado na pesquisa anterior, de abril. A preocupação com a inflação, mencionada por 11% dos entrevistados na pesquisa anterior, sequer foi citada agora, refletindo a forte queda dos índices de preços nos últimos dois meses. Para 14,6%, os vencimentos de títulos cambiais é que devem comandar a depreciação do real nos próximos meses. Quase 60% acreditam que o dólar deve e fechar o ano numa cotação entre R$ 3,00 e R$ 3,25. De Ávila concorda com essa tese. Existe realmente um volume muito grande de vencimentos neste segundo semestre, o que deve puxar a alta do dólar, afirma. A não aprovação das reformas é o fator de maior risco para a economia brasileira na opinião de 38,2% dos ouvidos pela pesquisa. Em seguida vem o desaquecimento econômico, apontado por 29,2% este mês e apenas 3% na pesquisa anterior. O desaquecimento econômico global também é apontado por 59,5% como o maior fator de risco para a economia mundial nos próximos seis meses. As medidas de controle de capitais adotadas pela Argentina também colocaram o assunto na pauta de discussões no Brasil. A adoção de algum tipo de controle é aprovada por 58,4% dos entrevistados, enquanto 38,2% são contra qualquer tipo de controle. Já o controle da circulação de capitais pelos organismos multilaterais divide as opiniões: 49,4% são contra e 50,6% a favor. Desemprego Os profissionais do mercado que responderam à pesquisa também já reduziram suas expectativas em relação ao desemprego brasileiro. Caiu, de 75% para 56%, a parcela dos que acreditam que a taxa de desemprego se manterá no nível atual, de 12,8%. Na pesquisa anterior, a taxa que serviu de referência era de 11,6%. Ao mesmo tempo, subiu de 19% para 29,2% a parcela dos que acreditam numa elevação da taxa. Os profissionais também estão otimistas em relação ao desempenho da bolsa de valores de São Paulo nos próximos meses. 57,8% acreditam que o Ibovespa encerrará o ano num nível entre 13 mil e 15 mil pontos, e outros 29% esperam um índice ainda superior. Atualmente, a bolsa está operando em torno de 13,7 mil pontos. |
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