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Gripe aviária é ameaça global, diz diretora da OMS | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ao tomar posse nesta quinta-feira, a nova diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, fez um alerta sobre a gripe aviária. Segundo Chan, que é uma especialista em gripe aviária de Hong Kong, a doença continua sendo uma ameaça global. Chan afirmou que relatos de casos de gripe aviária voltaram a emergir nas últimas semanas, depois de um período de calmaria. Ela disse que o risco é especialmente sério em países pobres. Chan afirmou à BBC que o inverno é uma estação propícia para a disseminação da doença. A diretora da OMS disse que houve retrocesso em países como Vietnã e Coréia do Sul, que haviam tido sucesso em conter a enfermidade mas recentemente registraram novos casos. China Chan afirmou ainda que será rígida com países que não cumprirem com a determinação de realizar testes para a gripe aviária ou que atrapalhem os esforços globais para desenvolver vacinas. Segundo Chan, sua origem chinesa vai ajudar no trabalho com as autoridades da China, país onde surgiu a variedade H5N1 do vírus, altamente contagiosa e que pode ser fatal para os humanos. "Penso que, entre todas as pessoas, eu sou a que está em uma melhor posição para trabalhar com o governo chinês", afirmou. A nova diretora geral é a primeira cidadã chinesa a ocupar o cargo máximo em uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU). Seu antecessor, o sul-coreano Lee Jong-wook, morreu subitamente em maio de 2006, devido a um coágulo no cérebro. Pandemia Chan alertou ainda para o risco de uma nova pandemia mundial de gripe, principalmente se chegar a países com sistemas de saúde deficientes, onde a população já sofre de outras doenças, como HIV/Aids. "A próxima pandemia, caso ocorra, será muito devastadora (...), e estamos muito preocupados com a probabilidade de uma pandemia", afirmou. A nova diretora da OMS afirmou que outra prioridade de sua gestão será a saúde na África, principalmente a saúde das mulheres. "Quero que minha liderança seja julgada pelo impacto de nosso trabalho na saúde de duas populações: as mulheres e as pessoas da África", afirmou. |
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