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Tire suas dúvidas sobre a gripe aviária | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O que é gripe aviária? Como os humanos são infectados? É possível conter o avanço da doença e existe tratamento? Quais seriam as conseqüências de uma epidemia em massa? Entenda mais sobre o surto de gripe que vem se espalhando pelo mundo desde 2003. O que é gripe aviária? Como humanos e outras espécies, aves também são suscetíveis à gripe. Existem 15 tipos de gripe aviária ou do frango. As variedades mais contagiosas, que são geralmente fatais em aves, são a H5 e H7. O tipo que está causando preocupação é a variedade H5N1, que pode também ser fatal para humanos. Aves selvagens migratórias, principalmente patos selvagens, são os portadores naturais dos vírus, mas costumam não desenvolver a infecção. O risco é que estas aves transmitam o vírus para aves domésticas, que são bem mais suscetíveis ao vírus. Como os humanos são infectados com a gripe aviária? Inicialmente, pensava-se que a gripe aviária infectava apenas aves, até que surgiram os primeiros casos em humanos, em Hong Kong, em 1997. Humanos pegam a doença por meio de contato com aves vivas e infectadas. As aves excretam o vírus por meio de suas fezes, que secam e se transformam em pó, sendo então inaladas, o que causa a contaminação. Os sintomas são similares a outros tipos de gripe: febre, mal-estar, dor de garganta e tosse. Os infectados também podem desenvolver conjuntivite. Os pesquisadores estão preocupados pois cientistas estudando um caso no Vietnã descobriram que o vírus H5N1 pode afetar todas as partes do corpo, não apenas o pulmão. Isto pode significar que muitas doenças, e até mortes, que se pensava haverem sido causadas por outros micróbios, podem ter sido causadas pelo vírus da gripe aviária. É possível barrar a entrada da gripe aviária em um país? Aves migratórias são vetores da gripe aviária. Por isso, não há como evitar que a doença se espalhe. Mas isto não quer dizer que é impossível evitar que a doença seja transmitida para mais aves domésticas. Especialistas afirmam que controles adequados em granjas para evitar que aves silvestres entrem nelas podem frear o alastramento da doença. E os especialistas acrescentam que o monitoramento dos padrões de imigração de aves selvagens deve ajudar a fornecer alertas antecipados a respeito da chegada de aves infectadas. A doença ainda não pode ser transmitida de humano para humano? Na maior parte dos casos, humanos contraíram a gripe aviária devido a contato com aves doentes. Podem existir exemplos de transmissão de uma pessoa para outra, mas até o momento não é a forma de gripe que pode dar início a uma epidemia. Um caso na Tailândia indicou a provável transmissão do vírus de uma garoto que tinha a doença para sua mãe, que também morreu. A tia da menina, que também foi infectada, sobreviveu ao vírus. Em 2004 duas irmãs no Vietnã depois de, possivelmente, terem contraído a gripe aviária de um irmão que havia morrido de uma doença respiratória não identificada. Um caso parecido em Hong Kong, em 1997, um médico possivelmente contraiu a doença de um paciente que tinha o vírus H5N1, mas nunca houve uma prova conclusiva da infecção. Existe tratamento? Até agora o vírus tem sido combatido com o sacrifício em massa de aves que podem servir de hospedeiras para ele. Para que fosse desenvolvida uma vacina, o surto teria de se materializar e poderia levar meses até que os cientistas conseguissem criar uma medicação profilática. Há, no entanto, drogas antivirais, como o Tamiflu, que contêm os sintomas e, como conseqüência, diminuem as chances de a doença se espalhar. Muitos países já estão estocando estes medicamentos. Esses remédios agem bloqueando a ação de uma proteína chamada neuraminidase, que o vírus usa para infectar células humanas. Eles podem ser tomados quando uma pessoa começa a sentir os sintomas ou logo depois do contato com aves contaminadas. Quais seriam as conseqüências de uma epidemia em massa? Uma vez que o vírus consiga a habilidade de ser transmitido facilmente entre humanos, os resultados podem ser catastróficos. No mundo todo, especialistas prevêem que o número de mortes pode ficar entre dois e 50 milhões. Mas a taxa de mortalidade, que atualmente está em 50% dos casos confirmados da doença, pode cair conforme o vírus sofre mutações. |
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