|
Mãe contraiu gripe do frango de sua filha, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma tailandesa que morreu devido à gripe do frango provavelmente contraiu a doença de sua filha, segundo cientistas. Pesquisadores do Ministério da Saúde Pública da Tailândia alertaram que podem haver outros casos em que o vírus é transmitido entre humanos. De acordo com o professor britânico John Oxford, da Escola de Medicina Queen Mary, o vírus rompeu a "última barreira" que impedia que ele fosse transmitido entre humanos. O estudo foi publicado no New England Journal of Medicine. Em 2004, a gripe do frango contaminou pelo menos 44 pessoas em oito países asiáticos. Dessas, 32 morreram. Até o final dos anos 90, os cientistas não acreditavam que o vírus - H5N1 - poderia infectar humanos. A partir do momento que o H5N1 passou a causar a morte de pessoas, os cientistas começaram a pesquisar se seria possível a transmissão entre humanos. Na pior das hipóteses, eles sugeriam que o vírus da gripe do frango poderia se misturar ao vírus de uma gripe comum se as pessoas estivessem contaminadas com os dois. Se os vírus trocassem genes, um novo e poderoso vírus poderia ser criado e transmitido entre humanos. No entanto, os pesquisadores acreditam que isso não tenha acontecido no caso da Tailândia, mas dizem que o fato de as evidências sugerirem que a transmissão tenha acontecido entre humanos é assustador. Febre O caso na Tailândia começou quando uma menina de 11 anos que morava com a tia foi ao médico com febre, tosse e dor de garganta em setembro de 2004. Os frangos da família haviam morrido da doença nas semanas anteriores, e a menina tinha contato com as áreas onde esses frangos permaneciam. A mãe da menina morava em Bangcoc, mas foi visitar a filha quando ficou sabendo que ela estava doente e cuidou da menina no hospital durante dois dias, antes de a criança morrer. Após três dias, ela também passou a ter febre e dificuldades de respirar. Uma semana depois, ela também morreu. A tia, que também cuidou da menina no hospital, mostrou sintomas da doença e foi hospitalizada, mas conseguiu sobreviver. A equipe de cientistas conversou com as pessoas da família e fez exames de laboratório na tia e no corpo da mãe para observar a presença do vírus. A criança foi cremada, então os testes não puderam ser realizados em seu corpo. "Nós acreditamos que a explicação para esse caso seja que o vírus tenha sido transmitido da menina para a tia e a mãe", diz Kumnuan Ungchusak, um dos cientistas envolvidos na pesquisa. Mas, segundo o cientista, é "um alívio saber que nenhuma outra infecção dessa maneira tenha sido detectada" depois do caso na Tailândia. Os pesquisadores acreditam que a transmissão entre humanos já deve ter acontecido antes, mas que esse caso é único porque a mãe, segunda pessoa a ser infectada, morreu. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||