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Crianças russas com HIV são segregadas, diz ONG | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mulheres e crianças soropositivas sofrem abusos e discriminação na Rússia, segundo relatório da organização de defesa de direitos humanos Human Rights Watch apresentado nesta sexta-feira. Segundo o grupo, as crianças nascidas de mães soropositivas são, muitas vezes, segregadas em orfanatos ou em hospitais sem qualquer razão médica. O motivo principal seria o preconceito em relação a essas crianças. Segundo dados oficiais citados pelo relatório, cerca de 10 mil russas soropositivas deram à luz desde 1997, e até 20% delas abandonaram seus filhos. O relatório critica "a real discriminação" sofrida pelas mulheres e crianças. "A marca do HIV/Aids os acompanha por toda parte: no trabalho, na escola, no posto de saúde, até mesmo na casa delas", disse Lois Whitman, diretor dos direitos das crianças na organização. Mulheres soropositivas entrevistadas pelos pesquisadores do grupo relataram ter sofrido abuso verbal de médicos e enfermeiras, além de, em alguns casos, ter o tratamento médico negado. Pedido por ação Um representante do Ministério da Saúde citado no relatório admitiu que segregar crianças soropositivas é uma violação dos direitos delas e "reforça o estigma que a sociedade associa à doença". A Human Rights Watch pediu ao governo russo que priorize medidas para pôr fim a esta discriminação e trate o assunto publicamente. O relatório também reclama que até agora, os "parcos" recursos destinados à luta contra o HIV/Aids fizeram pouco pela educação do público, ou para diminuir a quantidade de novos casos. Segundo dados do governo, há 300 mil soropositivos na Rússia, mas especialistas russos e estrangeiros estimam que o número real seja próximo de um milhão. |
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