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China abre internet cafés para educação sexual | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Autoridades chinesas estão abrindo cafés de educação sexual com computadores ligados à internet em uma tentativa de informar os jovens sobre os riscos do sexo sem proteção. "O desafio é que as pessoas são muito tímidas para falar sobre sexo", disse Tao Lin, diretor do centro. O café - com fotos de mulheres nuas nas paredes - foi criado como um centro para visitas rápidas, em uma tentativa de levar a educação sexual ao público. O primeiro café deste tipo foi aberto no sul da China, pelo Centro de Saúde Reprodutiva do governo municipal, e oferece preservativos de graça, além de livros e informações. O centro não tem atraído muitos visitantes, e o diretor admite que a maior dificuldade é quebrar o tabu de falar sobre o assunto. "É difícil saber como lidar com o assunto. Os chineses usam tablóides ou websites para buscar informações sobre sexo, mas muitas vezes elas são incorretas ou não confiáveis", diz Tao Lin. Uma pesquisa recente mostra que 75% dos jovens chineses aprendem sobre sexo em revistas ou sites pornográficos.
No café, há três computadores à disposição do publico para que possam fazer pesquisas na internet. "Estou fazendo uma pesquisa sobre métodos anticoncepcionais", disse a estudante de farmácia Wu Dinliang, de 22 anos. Ela disse nunca ter aprendido sobre o assunto. O conselheiro Tang Weiyao confirmou que mesmo os chineses com educação superior podem ser ignorantes sobre o assunto. "Eu tive dois alunos de universidade que estavam casados havia dois anos e não conseguiam ter filhos. Eles foram fazer exames no hospital e lá descobriu-se que eles não sabiam nada sobre sexo. Eles acreditavam que bastava dormir na mesma cama para que a mulher engravidasse." Mas para muitos jovens chineses, o maior problema é saber como se proteger de doenças. Nos últimos anos, o índice de contágio das doenças sexualmente transmissíveis tem aumentado muito na China, explica Zhao Pengfei, da Organização Mundial de Saúde. "A cada ano, há aumento de 30% a 40% nos casos de DST. Quando a Aids passa a fazer parte dessas doenças, o risco pode ser ainda maior para os jovens", disse ele. Uma pesquisa recente mostra que um quinto dos chineses nunca ouviu falar de Aids. |
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