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Annan: Metas da ONU para Aids não serão cumpridas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, afirmou nesta quinta-feira que as metas de redução de 25% dos novos casos de infecções pelo vírus HIV em jovens não serão cumpridas até o fim de 2005. Annan fez um discurso sobre a Aids durante um encontro em Nova York com representantes de 127 países. A reunião teve como objetivo avaliar as metas da ONU em relação ao combate à doença, estabelecidas em 2001. Segundo Annan, apesar de o combate à Aids receber cada vez mais recursos, as autoridades "não estão conseguindo traduzir o comprometimento em ação". "Está claro que a epidemia continua ultrapassando os nossos esforços para combatê-la. Se quisermos cumprir os Objetivos do Milênio da ONU até 2015, temos que fazer muito, muito mais", disse o secretário-geral. Annan afirmou que os jovens continuam correspondendo à metade das novas infecções pelo HIV registradas anualmente no mundo - não tendo acesso principalmente às campanhas de prevenção. Um levantamento realizado pela ONU mostrou ainda que os recursos disponíveis para o combate à doença nos países em desenvolvimento aumentaram de cerca de US$ 2 bilhões em 2001 para US$ 8 bilhões em 2005. Mesmo assim, Annan lembrou que os casos continuam a aumentar. Boas notícias O levantamento da ONU trouxe, no entanto, algumas boas notícias. O número de mulheres com acesso à prevenção da transmissão vertical (de mãe para filho) aumentou em 70% desde 2001 e o número de jovens com acesso a campanhas de prevenção dobrou. O relatório cita países em desenvolvimento como o Brasil, a Tailândia e o Camboja como os que conseguiram manter a epidemia sob um relativo controle. Mesmo assim, somente 12% das seis milhões de pessoas que necessitam de tratamento em todo o mundo recebem o coquetel e as campanhas de prevenção atingem apenas 1 em cada 5 pessoas nos países em desenvolvimento. Uma nova reunião semelhante deve acontecer na sede da ONU em setembro. Segundo Peter Piot, diretor do Unaids (órgão da ONU para o combate à Aids), o mundo entra agora "em uma fase crítica" de contenção da epidemia. |
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