|
OMS não atingirá meta de acesso a remédios anti-Aids | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) admitem que provavelmente não vão conseguir cumprir uma meta estabelecida para a disseminação de medicamentos de combate ao vírus da Aids. A OMS esperava que 3 milhões de pessoas tivessem acesso aos remédios de controle do vírus HIV até o fim deste ano. Funcionários da organização afirmam, porém, que mesmo fracassando em cumprir o objetivo, a meta ajudou a acelerar mudanças. Eles prometeram continuar os esforços para aumentar o acesso ao tratamento. Quando a OMS anunciou em 2003 a meta "três até cinco" – fornecer drogas contra a Aids a 3 milhões de pessoas no mundo em desenvolvimento até 2005 –, ela sabia que seria difícil cumprir a promessa. Relatório Agora, com o prazo final se aproximando, um relatório que será publicado nesta quarta-feira deve mostrar que, embora tenha havido avanços, a OMS ainda não conseguiu atingir seus objetivos. O diretor do programa de HIV-Aids da OMS, Kim Jim, afirmou: "Será extremamente difícil alcançar aquela meta, mas o que importa é que vamos chegar aos 3 milhões". "O aumento (no número de pessoas recebendo as drogas) está ocorrendo em todos os países do mundo", acrescentou. Em muitos países, os principais obstáculos foram a inexistência de uma estratégia coordenada para distribuir as drogas e a falta de funcionários para acompanhar os pacientes e o tratamento. Houve também um grande aumento na demanda por medicamentos antiretrovirais. Há mais pessoas recebendo essas drogas que muitas vezes salvam vidas, e isso estimula outros a fazer os testes de HIV. Com o encontro do G-8 na Escócia na próxima semana, a OMS espera que os US$ 27 bilhões prometidos para o tratamento global da Aids sejam convertidos em dinheiro para o uso imediato. O governo da Grã-Bretanha já prometeu trabalhar para que haja acesso universal ao tratamento até 2010. Isso significaria entregas as drogas a 6 milhões de pessoas, o dobro da meta da OMS para 2005. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||