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TV pode afetar músculos das costas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Passar horas em frente ao computador ou à TV pode causar dor nas costas, segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Queensland, na Austrália. Os cientistas monitoraram 19 jovens que passaram oito semanas na cama e concluíram que a falta de movimentos enfraquece os músculos que suportam a espinha, segundo texto publicado pela revista especializada New Scientist. Segundo os pesquisadores, passar horas em frente à TV ou ao computador pode ter o mesmo efeito. Eles afirmam que a dor é tão forte como a de alguém que realmente teve uma lesão física na coluna. Estudos anteriores mostraram que, na maior parte dos casos de dor lombar, os músculos que mantêm as vértebras no lugar e os que mantêm a pélvis junta estão inativos. Em alguns dos casos, nenhum dos músculos está ativo. Em cerca de 15% dos casos, a inatividade é provocada pelo levantamento de peso, tapas no pescoço ou outras lesões que prejudicam esses músculos de apoio. Dor misteriosa Mas a maioria dos pacientes com dor lombar não conhece a sua causa. Segundo o estudo, longos períodos de inatividade podem ser os responsáveis. Os pesquisadores afirmam que os músculos de apoio dos jovens que passaram oito semanas na cama estão em inatividade de forma muito semelhante aos de quem sofre esse tipo de dor. Usando exames de ressonância magnética, os pesquisadores concluíram que, depois de oito semanas, os músculos que apóiam as vértebras estavam gastos e haviam se tornado inativos. Uma das pesquisadoras, Julie Hides, disse que "é a primeira pesquisa que mostra que esses músculos que protegem a espinha são 'desligados'". Os pesquisadores disseram ainda que, para que estes músculos voltem à atividade, não basta levantar e começar a andar. Alguns dos voluntários foram monitorados por seis meses, e os músuculos das costas ainda não haviam se recuperado totalmente, mesmo os daqueles que voltaram a se exercitar. Segundo Robert Moor, do Centro de Pesquisas da Espinha em Adelaide, na Austrália, as conclusões fazem sentido. "É sabido que ossos e tecidos macios precisam de exercícios físicos para manter a vitalidade", disse ele. |
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