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Pesquisa da USP devolve sensibilidade a paralíticos
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) anunciou ter conseguido restaurar a sensibilidade de pacientes paralisados há pelo menos dois anos. Doze de 30 pacientes com problemas de coluna vertebral responderam a estímulos elétricos em seus membros paralisados. Os pesquisadores colheram células-tronco do sangue de pacientes e as reintroduziram na artéria que supre a área danificada. Os resultados são animadores e reascendem a esperança de que paralíticos possam voltar a andar novamente um dia. Controvertido Tarcísio Barros, que lidera a pesquisa, disse que de dois a seis meses depois do tratamento, constatou-se que os pacientes mostravam respostas a testes. "Nós ainda esperamos que possamos ver melhora em outros pacientes também, mas esse já é um avanço real", afirmou ele. As células-tronco – células imaturas que têm a habilidade se transformar em vários tipos diferentes de tecidos – são vistas por cientistas como fontes de potenciais novos tratamentos para muitas doenças. As células-tronco retiradas de embriões já se mostraram capazes de restaurar movimento em ratos de laboratório paralíticos. Mas sua utilização em seres humanos levantou preocupações de ordem ética. Sam Pfaff, do Instituto de Ciências Biológicas de Salk, na Califórnia, disse à revista Chemistry and Industry que a utilização de células-tronco do sangue do próprio paciente provavelmente vai criar controvérsia. "Se as células-tronco estão fazendo algo, pode não ser o que se espera", afirmou ele. "Elas podem fornecer indiretamente uma fonte celular que, de alguma forma é boa para a coluna vertebral, mais do que substituir células nervosas perdidas ou danificadas." "Ou elas podem liberar fatores de crescimento que ajudam o tecido que cerca a coluna." |
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