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Cientistas descobrem como circuncisão protege contra Aids | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cientistas na Austrália afirmam ter descoberto como a circuncisão protege contra o vírus da Aids. A pesquisa foi apresentada na 15ª Conferência Internacional sobre a Aids em Bagcoc, na Tailândia. Estudos anteriores tinham mostrado que homens que tinham sido circuncidados apresentavam um sexto das chances, quando comparados a outros homens, de serem infectados pelo HIV. Mas até agora, a razão para isso não estava clara. Antes dessas pesquisas, acreditava-se que o vírus da Aids infectava a cabeça do pênis ou a uretra, mas esse aparente efeito protetor da circuncisão significa que o prepúcio é na verdade a mais provável rota de transmissão. Células mortas A conclusão dos cientistas agora é que as células mortas da pele protegem contra a infecção do HIV. A região do prepúcio tem poucas células desse tipo e, portanto, está mais vulnerável. Durante a ereção, o prepúcio tem o seu interior exposto, e o HIV pode então entrar facilmente no corpo. Se o prepúcio é removido, a maior parte das áreas receptoras para o HIV também é removida. Segundo a correspondente da BBC Ania Lichtarowicz, os cientistas dizem que o papel da circuncisão não pode ser subestimado. Países como Egito, Iraque, Paquistão e Indonésia, onde as taxas de circuncisão são altas, tem números consideravelmente mais baixos de pessoas contaminadas pelo HIV do que em países onde a prática quase não é adotada. |
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