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Medicamento evita contaminação de bebês com HIV
Cientistas dos Estados Unidos e de Uganda afirmam ter descoberto um novo tratamento para evitar que bebês sejam contaminados por mães portadoras do vírus HIV durante o parto. Até agora, o tratamento vem sendo feito com drogas como o AZT, que precisam ser tomadas pelo bebê durante uma semana após o nascimento e pela mãe, a cada três horas, durante o parto. Mas, com ao medicamento nevirapine - também conhecida como Viramune - é necessária apenas uma dose para a mãe e outra para o bebê. Com a nova terapia, não há o risco do tratamento ser interropido no meio. Além disso, ela pode ser administrada até mesmo para mulheres que não tomam drogas antiretrovirais. Testes Em testes feitos pelos cientistas da Universidade Johns Hopkins (EUA) e da Universidade de Kampala (Uganda), 600 mulheres e bebês receberam AZT ou nevrapine. Após cerca de seis semanas, 36 bebês que receberam nevirapine eram HIV positivo, contra 59 tratados com AZT. Após 18 meses, 47 bebês do grupo do nevrapine e 75 do AZT apresentavam o vírus. "Caso seja implementada em grande escala, a terapia tem o potencial de prevenir várias centenas de milhares de infecções todos os anos", afirmou Brooks Jackson, diretor de Patologia da Universidade Johns Hopkins. "É um tratamento extremamente seguro, simples e barato, mas o acesso a testes de HIV e aconselhamento continua um enorme obstáculo". Cerca de 30 milhões de mulheres estão grávidas atualmente na África. A companhia farmacêutica Boehringer está fornecendo o remédio de graça para a África do Sul. No entanto, alguns especialistas alertam que tratamentos de dose única como o nevirapine não devem ser usados em programas de larga escala, para evitar o desenvolvimento de resistência a drogas anti-HIV. O estudo foi publicado na revista médica Lancet. |
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